Aulas de Tie-Break ostensivas para Thomaz Bellucci



Vamos puxar o histórico de Tie-breaks de Thomaz Bellucci.  São 34 vitórias e 30 derrotas em jogos nível ATP. Bom até, mais ganhou do que perdeu. Mas nos últimos 15 meses – leia-se temporada 2010 e três primeiros meses de 2011, o brasileiro vem mostrando um apagão mental quando entra nos tie-breaks decisivos.

O que é isso afinal ? É quando um jogo vai para o desempate do 3º set nos torneios regulares e 5º no US Open (único Grand Slam sem set decisivo longo), ou seja, momento de total pressão, definição do jogo, bem diferente de outro tipo de tie-break. Bellucci tem apenas uma vitória nos últimos oito jogos em tal situação.

Especificamente esta derrota contra Blake,  Thomaz jogou “mais ou menos”, como explica o jornalista Daniel Perisse, que acompanhou a partida in loco.

De fato as derrotas para Thomaz nesta situação foram melancólicas. Este ano o 7 a 0 para Fábio Fognini não caiu bem. No fim do ano passado a queda para Kevin Anderson e Philipp Kohlschreiber e a má atuação contra Nicolas Almagro, após jogar bem a partida inteira, também não.

Bellucci está sentindo muito essa situação, cometendo falhas, sem sacar bem ou jogar de forma agressiva e consistente. Na maioria dos casos, Thomaz vira um jogador totalmente diferente do que faz a partida inteira.

Uma pena isso. Espero que Larri Passos esteja trabalhando bastante, fazendo com que Thomaz jogue muitos desempates em seus treinos contra os grandes jogadores. Pode ajudar, mas não resolver, visto que treino é treino e jogo é jogo.

Curtinhas:

E com essa derrota, Bellucci deixa de enfrentar a sensação Novak Djokovic na terceira rodada e perde 80 pontos ficando fora do top 30 a partir de abril. Situação de cabeça de chave começa a perigar para Roland Garros.

Falando no Daniel Perisse, ele está cobrindo o Miami para Diário LANCE! e escrevendo um blog para o site Tênis News. Vale a pena conferir. Boas sacadas!

E o Murray ? Tem que mudar a atitude em quadra e fora dela (técnico ajudaria) para não passar em branco e seguir dando vexames no saibro.



  • Leonardo

    O problema do Bellucci não é o Tie Break. Se ele quer ser um Top 20 ou Top 10 ele não pode precisar decidir um jogo no tie-break do último set contra um jogador em fim de carreira que não tem nenhuma pretensão no torneio.
    O Bellucci perdeu o jogo durante a partida, ponto a ponto. Acontece que os adversários já sabem que o Bellucci é um bom jogador, com bons fundamentos e que tem um ótimo saque. Mas eles também já descobriram que o Back-Hand dele é o ponto fraco, aliás… fraquíssimo e então exploram a exautão, só jogam a bola alí e ganham as partidas. Se o Bellucci tivesse 50% da eficiência do Back-hand do Guga seria Top 10. O Larri precisa corrigir isso imediatamente, pois caso contrário, o Bellucci não apenas sairá do Top 30, como também do Top 50. Os adversários já sabem do ponto fraco e o exploram, o maior exemplo disso foi o jogo no Master de Paris contra o outro decadente Davidenko, Bellucci foi massacrado no Back-Hand e perdeu feio.

    • Fabrizio Gallas

      Obvio que Bellucci tem outros problemas discutidos exaustivamente aqui, o Tie-break é um deles. Uma pena, se ele tivesse vencido mais da metade destas disputas já poderia ter sido Top 20.

  • Marcio

    Uma melhora, dessa vez ele fez 6 pontos, seus resultados anteriores foram muito piores. Blake já foi n° 4 do mundo, tebve problemas com lesões e teve alguns bons resultados no ano, não vejo esta derrota como catastrófica. Quanto à situação de cabeça de chave, melhor que não o seja, seu tênis só aparece quando não se espera nada mais dele, vide Acapulco. Na temporada de saibro ele defende pontos em Roma (90), Barcelona (90), Hamburgo (90) e Roland Garros (180). Está garantido na chave principal de todos esses torneios e também Madri, Estoril e Monte Carlo. Depois de Wimbledon tem mais uma pequena gira de saibro. Ele cai, mas sempre acaba voltando, este é o nosso Bellucci.

  • Bellucci não tem jeito. Se faz um set primoroso, joga bisonhamente o segundo. Se ganha bem um jogo contra um favorito, perde em seguida de quem teria a obrigação de ganhar.Já desisti de ficar animado com êle.

  • O que dizer a Bellucci? Só treinamento ostensivo mesmo! TREINAR, TREINAR E TREINAR.
    Uma pena essa derrota. Já estava pensando na partida contra Nole.
    Força Bellucci!

  • Cezar

    Não tem explicação esta derrota para o quase aposentado James Blake.. a sorte que não vai enfrentar o Djokovic senaum iria ser um fiasco historico.. Assim que ira levar o pneu vai ser o Blake.

  • luques

    oLÁ Fabrizio, sempre apareço por aqui pra falar do Bellucci, pena que sempre ele está nos decepcionando, como sempre falo, ele não é top 30 e sim estava top 30, perder de novo pra um cara 173 do ranking não dá, por sorte escapou de tomar uma lavada do Djokovic

  • Luiz Gonzaga de Melo

    O problema de Bellucci é “MENTAL”.
    E o pior: ninguém dá jeito porque ele adquiriu maus hábitos mentais desde criancinha.

  • O bellucci e muito irregular, não acompanhei o jogo mas pelo jeito, começou arrasador, mas como sempre se perde no segundo set, o blake e ate e um bom jogador, mas esta em fim de carreira, não da para perder esses jogos são pontos preciosos perdidos. uma pena mais uma vez. agora vem a temporada de saibro vamos ver se as coisas melhoram, pois ele tem muitos pontos a defender no saibro se não vai despencar no raking.

  • Marcelo

    Se for depender da ajuda de Larri Passos, para Bellucci melhorar o percentual de vitórias nos tiebreaks, pode esquecer!
    Gustavo Kuerten foi um jogador que nem se compara com Belluci e Guga ganhou 132 e perdeu 131 (http://www.atpworldtour.com/Tennis/Players/Ku/G/Gustavo-Kuerten.aspx?t=mr, aproveitamento muito ruim. Se não fosse por isso, Kuerten poderia ter tido uma carreira mais brilhante ainda.
    Quem não se lembra de derrotas em tiebreaks do eterno nº 1 para Pioline nas quartas do USOpen de 1999 (Guga perdeu 3 desempates), para Philippoussis na Semi do Masters de Paris de 2000 (Guga poderia ter sido até o único tenista a ter ganho Roland Garros e Paris no mesmo ano, nem Nadal conseguiu!), na Davis contra Nestor, em que Guga quebrou o recorde de aces na Davis à época.

    • Fabrizio Gallas

      À parte dos tie-breaks, Guga chegava nas decisões, ganhava muitos títulos. Foram 20 na carreira e 3 Grand Slams e o 1º deles com 20 anos de idade.

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