Djokovic, o merecido Nº 2, tem novo tabu a quebrar contra Nadal



Já estava na cara que Novak Djokovic era o número dois do mundo moralmente. Neste sábado ele ratificou a retomada da posição derrotando Roger Federer pela terceira vez seguida. E com muitos méritos.

O sérvio está jogando um tênis divino. Consistente da linha de base, com ótima parte física que lhe faz defender de forma extraordinária, agressivo e firme no saque.

Uma pena que Federer tenha variado tão pouco e caído na armadilha de ficar trocando bolas do fundo com o sérvio. Quis ganhar na pancada, sem variação e deu no que deu. Mas Federer cometeu erros capitais no 3º set dignos de quem sentiu a pressão. Devolveu a quebra com um Djokovic patinando com dupla-falta, abriu 40/15 para liderar e errou várias seguidas. Basicamente entregou o ouro.

Federer está ganhando outro nome para atormentar suas noites de sono mais até do que suas filhas e Rafael Nadal. Pelo menos neste começo do ano até o pó mágico de Nole terminar.

E o jogo do Nadal ? Impressionante o poder de reação do espanhol. Passou da água pro vinho em poucos games. Começou com nove erros em três games, tentando ser agressivo, mas sem controlar a ansiedade. Bastou jogar bolas mais altas, variar com slice, amenizar o ritmo para sentir mais a bola e começar a ganhar confiança.

Del Potro teve uma boa atuação, mas não conseguiu atacar com tanta consistência por muito tempo. O lado físico pesou no segundo e as patinadas apareceram na primeira etapa. Dois fatores que ressaltei no último post que poderiam acontecer.

E agora a final amigos, neste domingo às 17h, QUEM LEVA ?

Se for por nível de jogo, Djokovic está numa fase melhor do que a do Nadal. Mas o espanhol ganhou muita confiança com este triunfo – havia perdido as três últimas de Delpo – e nunca, eu disse NUNCA, perdeu uma final para Nole em cinco disputas.

Mesmo que esteja melhor no jogo, esse tipo de tabu influencia a cabeça de um jogador. E não pense que o tenista esquece disso durante a partida. Ele lembra sim. E se o adversário também estiver bem na partida, fica ainda mais latente nos momentos importantes.

Mas os tabus são criados e alimentados – muito por nós da imprensa – para serem quebrados e, mesmo que demore, cairá.

Veremos neste domingo.

Sobre os aspectos táticos e técnicos do jogo. Nadal é muito mais paciente que o Federer e se não cometer diversas bobagens que cometeu no início contra Del Potro e estiver com um tênis agressivo e sacando bem, tem tudo para acabar com a série de Djokovic.  Se o sérvio manter o alto nível, conseguir agredir, achar a esquerda de Nadal na posição defensiva para abrir a quadra pro winner e der algumas curtas para quebrar o ritmo,  pode ganhar até sem se assustar muito.

Curtinhas:

Federer tem um tabu contra Djokovic. Mesmo com 13 vitórias em 22 jogos, nunca conseguiu virar um placar diante do rival, sempre venceu seus jogos ganhando o 1º set.

Del Potro será o número 51 do mundo. Em janeiro era o 485. Milos Raonic subirá e será cabeça de chave em Miami, evitando algum top até a terceira fase.

No Banana Bowl permanece a escrita de 30 anos sem títulos nos 18 anos após a queda de João Sorgi nas semis. Uma pena. O jovem fez jogos duros na semana e teve que encarar uma encardida rodada dupla no dia anterior enquanto o oponente chegou mais descansado.

Nossa geração está com ótimos resultados e na Copa Gerdau, em Porto Alegre, maior torneio do país semelhante aos Grand Slams em pontuação, temos boas chances.

Por falar no juvenil. Caroline Meligeni foi campeã nos 16 anos. Ela é sobrinha de Fernando Meligeni. Fininho ganhou o Banana em 1989 quando ainda jogava pela Argentina.



MaisRecentes

Nadal chega em Paris com sobras. Djokovic pode brigar



Continue Lendo

Nadal não será afetado por derrota em Madri. Zverev cresce, mas precisa confirmar em um Slam



Continue Lendo

Triplo 11 de Nadal ?



Continue Lendo