Djokovic vem dominando Federer. Bellucci comemora a semana



Novak Djokovic jogou num nível absurdamente alto na final do ATP 500 de Dubai contra Roger Federer. Até surpreendente para o que o sérvio vinha fazendo durante todo o torneio alternando altos de baixos.

Firme no fundo de quadra, cometendo raríssismos erros não-forçados e com alto percentual do 1º serviço. Nole dominou Federer no fundo e desmontou a confiança do suíço que só conseguiu abrir uma vantagem, 3/1 no 2º set, por umapequena queda de ritmo do sérvio.

Djokovic já soma 14 vitórias seguidas (2 na Copa Davis em dezembro, 7 no Australian Open e 5 em Dubai). Se continuar desta forma, Nole rapidamente, provavelmente após os Masters nos Estados Unidos, se consolidará como número dois do mundo.

Me perguntaram no Twitter se Federer virou freguês de Djokovic no piso rápido. Pera lá! Muito cedo pra dizer. O retrospecto mostra que o suíço lidera por 13 a 8. Isso talvez só se configure se o sérvio encaixar mais umas quatro ou cinco vitórias seguidas.

O que é inegável comentar. Djokovic está dando dor de cabeça . Ele não só ganha do suíço nos ATPs bem como nos Grand Slams.

Detalhe importante. Djokovic revelou que vinha trabalhando muito duro no serviço para ganhar dos tops. O Australian Open já indicou a evolução (perdeu apenas um set no torneio). Todo mundo, incluindo os tops, precisa seguir em constante evolução. Federer ainda carece de paciência nos jogos parelhos ou quando se encontra atrás no marcador contra Djokovic, Murray e Nadal. Hoje foi nítida a pressa que tinha e aí os erros vieram em série.

Sobre o Bellucci. Fez um ótimo primeiro set. Aguentou bem a pancadaria no fundo com o Almagro, fez ele cometer erros e criou chances. Mas contra um rival tão confiante (13 vitórias seguidas no saibro) não se pode desperdiçá-las. Um break-point com erro na devolução de segundo saque, outro com equívoco de revés e um finalde Tie-break ruim. Ali se foi a cabeça de Thomaz e o jogo.

O brasileiro fica muito ansioso nos tie-breaks decisivos principalmente contra jogadores de alto calibre. Ano passado foi uma série deles que custaram vitórias, pontos importantes no ranking e confiança. Com certeza o duelo de ontem tomaria outro rumo se Thomaz ganhasse a primeira etapa.

De qualquer forma a campanha de Bellucci em Acapulco é para ser comemorada. Ele vinha um tanto cabisbaixo, com resultados aquém do esperado, perigando sair do top 40 e agora chega no piso rápido dos Estados Unidos como cabeça de chave, podendo fazer quem sabe uma quartas de final em Miami ou Indian Wells e com uma parte mental mais aguçada paraganhar de tenistas de alto nível. Algo que necessita para ser top 20.



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