Boicote na Colômbia pode beneficiar Brasil na Davis



Não é só no Brasil que ocorre problemas da Confederação com jogadores em termos de patrocínio. Em 2009 Marcos Daniel não pôde jogar a Copa Davis pois não havia assinado contrato com a CBT/Correios no 1º semestre.

Agora o problema está na Colômbia como retrata reportagemda agência EFE. A Federação local tem dez dias para convencer Santiago Giraldo e Alejandro Falla, os dois melhores do país, para evitar o boicote e enfrentar o Uruguai na primeira rodada do Zonal Americano.

Os dois não jogariam o confronto por imposição do patrocinador de ambos, a Colsanitas, firma que indicou Alejandro Pedraza para ser o novo capitão do time colombiano, mas não foi atendida. A Federação local escolheu Miguel Tobón para o cargo.
“Os jogadores não são da Colsanitas, são do tênis colombiano e não creio que eles tenham a obrigação de representar o país, colocar a camiseta da nação, isso é o que pensa o Comitê Olímpico Colombiano e o povo colombiano”, disse o presidente da federação local, Gabriel Sanchez que segue “insistindo com a Colsanitas até o último minuto” para que não barre seus tenistas de representarem o país.

Giraldo e Falla foram convocados pelo capitão, mas caso mantenham o boicote, a Colômbia irá enfrentar o Uruguai com um time juvenil.

Se isto ocorrer, a vitória do time uruguaio será barbada. Deste confronto sai o adversário do Brasil na final do Zonal Americano que este ano será em julho. O duelo contra o Uruguai seria fora de casa, mas mesmo assim é muito mais acessível para nossa equipe do que a Colômbia que vem com um Falla forte e um Giraldo em franca ascenção (ganhou fácil de Bellucci em Auckland). Cuevas é um tenista de qualidade, mas na minha visão os nossos top 4 ganham dele (Bellucci, Mello, Daniel e Feijão).



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