Agressividade com recursos reserva um lugar de Raonic no top 10



Está surgindo de uma nova estrela no circuito mundial. Milos Raonic une o arsenal de golpes para se dar bem no esporte atualmente. Saque poderoso – com aces a todo momento -, direita potente, excelente voleio, boa mobilidade e jogo agressivo. Para completar, o sangue frio e boa cabeça nos momentos decisivos são notáveis no jovem de 20 anos nascido em Montenegro e que já é o maior tenista de simples da história do Canadá.

A ascenção de Raonic é impressionante. Começou o ano como número 156 do mundo e já está no 37º lugar com oitavas do Australian Open, um título de ATP 250 e uma final de ATP 500. E ele não bateu em galinha morta não. Ganhou duas vezes de Fernando Verdasco, número 9 do mundo, e uma vez de Mikhail Youzhny, décimo, levando Andy Roddick ao sufoco num jogo espetacular na final de Memphis.

Raonic já é realidade e estará entre os 20 melhores rapidamente. O top 10 pode demorar um pouco, é preciso mais “cancha” no circuito, mas certamente virá se ele se manter livre das lesões este ano. A única dúvida é se seu jogo vai encaixar no saibro. Provavelmente não. Acapulco dará a 1ª resposta. Mas não fará tanta diferença já que o circuito tem a maioria de torneios no piso duro.

Milos é o melhor talento que apareceu no tênis após Murray/Djokovic e Del Potro/Cilic nos últimos anos. Roger Federer, Rafael Nadal e cia. que se cuidem!

Não concordo com o rótulo de que Thomaz Bellucci está azarado ao ter Verdasco na estreia no México que ocorre nesta terça-feira. Ele se deu bem na maioria dos sorteios até aqui, mas não aproveitou as chaves teoricamente abertas. Como já dito, a fase não é das melhores. Mas o brasileiro pode se beneficar visto que é difícil a troca brutal de condições que se submeterá Verdasco que joga a 1ª no saibro no ano e estava no frio e o piso rápidíssimo coberto nos Estados Unidos.

Quem sabe pode pintar a 1ª vitória de Thomaz sobre um top 10. Já está mais do que na hora. São nove confrontos e nove derrotas contra tenistas neste grupo.

Curtinhas:

Ainda não me conformo com o fato de Bellucci ter excluído Buenos Aires do calendário. Era mais simples ter se inscrito e caso fosse bem no Sauípe desistia alegando algum problema físico. Após o sorteio em Acapulco ele corre o sério risco de somar apenas 90 pontos na gira latinoamericana no saibro, bem abaixo dos 340 do ano passado e 210 de 2009.



MaisRecentes

Djokovic a caminho de recordes



Continue Lendo

Indomável, Djokovic agora postula ida ao Nº 1. Brasil tem por quem torcer



Continue Lendo

Del Potro pisa mais forte que Nadal no US Open. NextGen ainda não embala



Continue Lendo