O nascimento de novas estrelas. E o retorno de outra. Justiça



Infelizmente o Brasil Open não consegue trazer as maiores estrelas do tênis atual. Problemas já discutidos aqui no blog como a logística de deslocamento de europeus ou até mesmo sul-americanos bem como a concorrência com outros torneios maiores na semana.

Mesmo assim, o torneio na Costa do Sauípe (BA) é característico em revelar futuras estrelas. A maior delas, e com sobras, é Rafael Nadal em 2005. Andava tranquilamente na época e hoje nem por muita grana aparece no evento. Em 2008 o próprio Almagro, com 22 anos, levantava seu 3º título da carreira no país e arrancava para ser 11 do mundo em agosto, sua melhor posição até agora. No ano seguinte Thomaz Bellucci disputava sua primeira decisão. O paulista está longe de ser uma estrela, é um ótimo jogador e com potencial já muito falado por aqui.

Nesta edição Aleksandr Dolgopolov manteve o nível da Austrália e disputou sua primeira final de ATP com um jogo confiante e com muita variação de jogo. Uma direita com movimento estranho é verdade, mas muito talento e eficiência. Não ganhou o título por falta de experiência. Sentiu o fator de jogar uma final. Mas que se diga. Almagro agrediu desde o início, sufocou o rival, o jogou contra a parede e Dolgopolov não conseguiu comandar os pontos como fez durante todo o torneio.

Estamos vendo o nascimento de uma nova estrela do tênis que rapidamente estará no top 20 e quizá chegará entre os dez melhores.

A semana aliás vem sendo dos jovens assim como vimos em boa parte de Melbourne. Milos Raonic disputa neste domingo sua primeira decisão ATP em San Jose e os tops já começam a temer a bomba que é seu serviço. Richard Berankis, outro nome que pode dar o que falar, fez quartas de final e perdeu para Raonic.

Outra boa notícia é a aparente recuperação de Juan Martin Del Potro. Vitórias convincentes sobre tenistas intermediários e uma surra em Lleyton Hewitt.

A subida de jovens e o retorno de Delpo são muito saudáveis a concorrência no circuito.

Justiça foi feita! O tênis feminino tem uma líder justa. Kim Clijsters, com sobras na semana, atingirá o topo a partir desta segunda-feira. Na primeira oportunidade que teve ela foi e confirmou, desbancando o terceiro nome nos últimos anos que atingiu a liderança sem ganhar nenhum Slam.

Precisamos lembrar. Clijsters foi nº 1 em 2003 e só ganhou seu primeiro Slam em 2005. Viveu do mesmo carma que Jankovic, Safina e Wozniacki viveram. Mas a diferença é que ela ganhou. As outras ainda não.

Curtinhas:

Brasil Open teve a final na TV Aberta transmitida pela Band. Algo positivo, importante pra mídia de nosso esporte.

Notícias negativa é que nem a Band ou BandSports ou Sportv transmitiu a final de duplas em mais uma ótima atuação dos brasileiros Marcelo Melo e Bruno Soares, campeões pela segunda semana seguida repetindo Santiago (Chile).

Os mineiros devem aparecer no top 8 da temporada na semana e iniciar a briga pelo ATP Finals. Ainda é cedo pois o torneio é em novembro, mas não custa sonhar.



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