Mello, a grata surpresa no Sauípe



Quando saiu a chave do Brasil Open, a maior dureza estava com Ricardo Mello em seus adversários e a pressão também pois defendia 90 pontos de uma semifinal, algo que não é fácil. Mas o campineiro mostrou sangue frio, experiência e é claro, um tênis agressivo e regular, o mesmo que o levou ao top 50 em 2005.

Foram três jogos, três atuações sólidas e triunfos que saíram melhor do que a encomenda contra Santiago Giraldo – embalado pela boa campanha e o vice-campeonato de Santiago – , Albert Montañes – mesmo não tendo muitos recursos técnicos já ganhou 5 títulos de ATP, é um top 25 e tem vitória sobre Roger Federer no saibro – e uma aula sobre Pablo Andujar, algoz de Tommy Robredo.

Nos últimos anos Mello vem se caracterizando por ter ótimos resultados no Brasil, algo que se conseguir levar com mais frequência pra fora do país, conseguirá elevar ainda mais seu ranking (78º colocado).

Sobre suas chances de conquistar o título. Aumentam bastante. Está confiante, firme e por enquanto não temendo ninguém.

– Até o momento são 13 vitórias seguidas no país (títulos de Salvador em agosto de 2010, São Paulo em janeiro e agora a semi no Sauípe).

– Mello possui 13 títulos de challenger na carreira, 12 foram vencidos no Brasil. Em ATP ele tem um título em Delray Beach nos Estados Unidos em 2004. Fora isto seus melhores resultados em ATP foram no Sauípe em 2005 e 2010 perdendo para Nadal e Ferrero, campões em seguida.

Bellucci em crise – Como o próprio Bellucci disse, a torção no tornozelo não foi culpa de sua derrota. Atrapalhou sim, mas o brasileiro esteve muito aquém do que pode produzir.  Como eu afirme posts atrás, Juan Ignacio Chela não é bobo e traria dificuldades. Usou a experiência de 31 anos para dominar o brasileiro.

Uma pena, mas Bellucci não está em boa fase. Segue somando derrotas melancólicas e aí a confiança vai ladeira abaixo. Somou 90 pontos na gira do saibro onde tem potencial para muito mais. Não joga Buenos Aires e terá uma chave dura em Acapulco.

O que nos resta ? Torcer para essa maré passar. Fases ruins acontecem com qualquer jogador. Bellucci só não pode se deprimir. No jogo contra Chela vi ele com poucos momentos de vibração.

É Brasil Open ou Argentina Open ? O torneio é feito aqui no Brasil, mas a torcida argentina estava em igual ou até maior número do que a brasileira no jogo contra Chela. E vibrava muito mais do que a nossa. Triste isso.




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