Qual o melhor torneio sul-americano para ir ?



Para o brasileiro a fase dos torneios sul-americanos é uma boa oportunidade de acompanhar bons jogos sem ter que cruzar o Oceano. Meu exercício na coluna é ajudar ao fã que está em dúvida sobre quais eventos ir já que estive presente em todos da América do Sul.
Infelizmente o Brasil Open é o menos acessível de todos. Está situado há 1h30min de carro de Salvador e os custos para ficar dentro do complexo passam dos R$ 200 por dia. Para quem vem de grandes centros como RJ, SP, MG ou Sul do país, é preciso ter bala na agulha. Para aqueles que desejam gastar menos a dica são pousadas pela metade do preço em Imbassaí. Mesmo assim é necessário alugar um carro para se deslocar por uns 15 ou 20 minutos para o local dos jogos.

Se a acessibilidade e custos do Sauípe causam um esvaziamento de público no evento, o local dá de 10 a 0 nos outros ATPs em termos de beleza e opções de lazer. A praia é maravilhosa e a quantidade de esportes que se pode fazer é inigualável.

Em termos de nível de jogos e atmosfera o torneio de Buenos Aires ganha de longe. Sempre tem os melhores jogadores da turnê sul-americana, todos estádios lotados e várias crianças espalhadas pelo clube caçando os tenistas por autógrafos. A localização é ótima. Menos de 10 minutos de táxi do centro de uma das cidades mais charmosas do continente.

Em Santiago, com qualidade de jogadores similares ao Sauípe, o espectador desfruta da tranquilidade, o bom clima, pode degustar de um bom vinho e ser bem recebido pelo povo hospitaleiro. O público inflama e lota as arquibancadas nos dias de jogos de chilenos. Fanatismo tão grande ou até maior que os argentinos.

Nos três torneios tive ótimas experiências e vale visitar pelo menos uma vez cada um deles. Aí depende do gosto do fã.

Clezar ainda imaturo. Como afirmei em posts anterores, o convite para Guilherme Clezar no Sauípe não foi em um bom momento. O menino tem bons golpes e tem futuro, mas ainda precisa ganhar muita experiência para poder disputar um ATP. Ele se mostrou muito instável e sem muita noção cobertura de quadra. O tempo todo ficava atrás, acuado e não conseguia ler as curtinhas de Feijão que se impôs desde o início e não deu chances.

Digo e repito. Clezar disputou sete challengers com convite em 2010 e não ganhou um jogo sequer. Este é seu primeiro ano completo como profissional e certamente vai subir no ranking e ganhar seus primeiros jogos de médio porte.

Feijão terá um duro compromisso contra Nicolas Almagro. O espanhol está jogando seu melhor tênis nos últimos meses. O brasileiro pode ter chances se jogar bem, é claro, e também aproveitando da falta de ritmo do oponente no saibro. Mesmo assim a tarefa de João Souza é das mais complicadas.

Fernando Romboli fez uma ótima primeira metade do primeiro set. Abriu 4/1 dominando o espanhol Ruben Hidalgo e mostrou porque chegou a uma final de challenger na semana pasada. Mas pecou pela ansiedade e passou a errar demais se perdendo no jogo. Ele é um jogador consistente que tem uma direita legal e uma esquerda bonita de uma mão.

Curtinhas:

Mais dois brasileiros na chave. Rogerinho e Ghem passaram o quali e enfrentam Juan Ignacio Chela e Carlos Berlocq. Ghem tem mais possibilidades de avançar.

Ao todo temos 7 na chave principal repetindo o ano passado. Em 2001 tivemos nove nachavem o recorde.



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