Caso Thiago Alves – ATP precisa mudar URGENTE!



Escrevo com um pouco de atraso sobre o assunto. Mas vamos lá. No domingo à tarde Thiago Alves perde fácil a última rodada do qualificatório do ATP de Johanesburgo (África do Sul) para o fraco e desconhecido Nikala Scholtz, fora dos 600 do mundo no ranking. Horas depois seu nome está na ordem dos jogos da segunda-feira como lucky-loser (perdedor sortudo, que entra na chave com a desistência de algum jogador).

Um pouco estranho ter sido um jogo tão fácil, mas tudo ficou mais claro e pior para o tenista brasileiro quando sua Assessoria de Imprensa, talvez por falta de conhecimento do esporte ou cuidado ao zelar pela imagem tenista, envia o comunicado abaixo:

O tenista Thiago Alves encara nesta segunda-feira (31) o alemão Simon Greul, na sua estreia da chave principal do ATP 250 de Johanesburgo. Alves bateu no quali o holandês Rogier Wassen, por 5/7, 7/5 6/0 e depois acabou perdendo o segundo jogo de 6/3 6/2 diante do sul-africano Nikala Scholtz. “Não me esforcei muito no segundo jogo. Já tinha feito um jogo duro de manhã e sabia que estava na chave devido a desistência de um jogador. Amanhã vai ser uma partida difícil. Ele tem um jogo muito pesado, saca bem e vem pra rede”, afirmou Alves, número 169 do mundo. Os dois tenistas nunca se enfrentaram.

Não precisa ser muito inteligente para decifrar que a frase em negrito quer dizer que Thiago Alves entregou o jogo final do quali. Partindo deste ponto já se vê que o tenista fez algo fora da desportividade e desvalorizou a vitória do adversário ao dizer “que não se esforçou”.

Ainda tirou a possibilidade de outro tenista, o americano Rajeev Ram, a disputar a chave principal caso “se esforçasse” e vencesse o jogo pelo qual era amplo favorito.

Infelizmente isso é corriqueiro no circuito da ATP que adota a regra do melhor ranqueado que perde na última do quali para entrar se há alguma baixa na chave. A entidade poderia seguir o caminho da ITF que coordena os Grand Slams e realizar um sorteio dos lucky-loser ao término do qualifying.  Evitaria este tipo de problema.

No fim da noite de domingo, a Assessoria envia Nota de Esclarecimento que publico abaixo após alta repercussão:

O tenista Thiago Alves jogou até o fim a partida contra o sul-africano Nikala Scholtz, neste domingo (30), pelo quali do ATP 250 de Johanesburgo. Ao contrário do que foi publicado na mídia, Alves não entregou o jogo.

Desgastado após uma partida no período da manhã, que durou três sets, na qual venceu o holandês Rogier Wassen, por 5/7, 7/5 6/0, Alves enfrentou à tarde outro jogo, pontuando três games no primeiro set e outros dois no último e, sem condições físicas, acabou não conseguindo assegurar sua segunda vitória no dia.

Thiago Alves, além de, reconhecidamente, ser um tenista obstinado, é um atleta ético, comprometido com o esporte, com o jogo limpo e com o respeito aos adversários.

É lamentável enviar um comunicado tentando se retratar sobre a “bobagem” que acabou sendo enviada antes. E ainda com o resultado do jogo errado (Alves perdeu por 6/3 6/1). Tem outra. Alves jogou uma partida de menos de duas horas na segunda fase do quali. Não é justificativa para dizer que está cansado. Ainda mais para ele que é costuma ser um guerreiro em quadra.

Curtinhas:

Com essa entregada, Alves deixou de ganhar + 6 pontos que ganharia se furasse o quali.

Sua manobra acabou não dando muito certo. Perdeu de 6/2 7/5 do alemão Simon Greul na 1ª rodada.

Em 2009 estive em Roland Garros e encontrei Alves passeando. Ele havia perdido de Lukasz Kubot por 9/7 na última do quali em um jogo duríssimo, lutando demais.  Ele aguardou ansiosamente pelo sorteiodos lucky-losers, ficou como o 3º ou 4º de fora e acabou entrando.   Uma solução simples não é ?



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