Djokovic mereceu contra o Yellow Murray



A confiança trazida da vitória na semifinal contra Roger Federer fez um efeito danado na final deste domingo. Djokovic atacou firme com a direita,sacou bem, se movimentou muito bem em quadra e praticamente não sentiu o fato de disputar uma final de Grand Slam.

Também pudera. Do outro lado da quadra não estava nem um Federer ou um Rafael Nadal e sim um Andy Murray. A vantagem mental de ter vencido um Major contra outro que não ficou evidente.

Toda essa vasta firmeza de Djokovic veio muito por causa da conquista da Copa Davis no ano passado, um torneio que mexeu com sua cabeça nos últimos torneios do ano (jogou o ATP Finals com a cabeça na França e Belgrado). Tirou aquele peso das costas de um título grande que não vinha exatamente desde a Austrália em 2008.

Para alguns a Davis é desprezada, mas para outros faz uma boa diferença. Citando outro exemplo. Fernando Verdasco passou de um jogador bom para respeitado no circuito após vencer em Mar del Plata 2008. No iníciode 2009 fez semis e quase ganhou de Nadal em Melbourne e deslanchou pro top 10.

E o Murray ? Jogou de forma agressiva só quando estava atrás do marcador. Quando pensava em ficar a frente o braço e suas bolas encurtavam, os erros apareciam o que ajudou bastante para Nole dominar os pontos no fundo. São três finais de Grand Slams, três vices e nenhum set vencido. Pelo fato de ter títulos sobre os mesmos Federer e Djokovic em finais de Masters 1000 com atuações impecáveis, podemos dizer que o escocês sente demais o fato de disputar uma final de Major. Resumindo: amarela.

A Grã-Bretanha segue jejum que caminha pros 75 anos sem vencer um torneio deste porte (último foi Fred Perry no US Open em 1936) e pelo jeito ainda vai demorar pro escocês levantar um deles caso não contrate um psicólogo ou um treinador respeitado (nada contra a parceria com Alex Corretja, mas o espanhol ainda é novo no mercado). Acredito que ele precisa adaptar seu forehand com um estilo mais agressivo, definidor. Muitas vezes sua passividade passa por ali.

Clijsters, a verdadeira nº 1

O Australian Open mostrou quem de fato comanda a WTA atual. Kim Clijsters vai ficar apenas 140 pontos atrás de Caroline Wozniacki na tabela desta segunda-feira. Ela só não está na ponta pois jogou oito torneios a menos que a rival. Logo, tirando uma média de pontos e importância dos torneios ganhos, a belga pode ser considerada a melhor.

Clijsters venceu nestes últimos 365 dias o US Open, o Australian Open e o WTA Championship, três dos cinco maiores eventos do circuito enquanto que Wozniacki sequer fez uma final de Grand Slam. Na minha concepção Wozniacki ainda não provou ser uma líder justa da WTA e pelo nível de tênis jogado (muitos balões e escasso número de winners) a tendência é que nunca ganhe e seja desbancada em breve.

Você pode opinar nos comentários. Títulos merecidos de Djokovic e Clijsters ? Chegamos ao fim da era Federer-Nadal ?

Curtinhas:

Se serve de alento pro Murray. Ivan Lendl erópria Clijsters perderam quatro finais seguidas de Slams. Lendl fechou com oito e Kim já tem quatro. Andre Agassi também perdeu as três primeiras e ganhou oito.

Falando em Federer e Nadal.  O suíço tirou férias de 10 dias e não disse onde foi. Quer descansar. Nadal terá que ficar pelo menos duas semanas de molho com 2 cm de ruptura em uma fibra do músculo da coxa esquerda. Nada grave a príncipio.




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