Como faremos uma Olimpíada com esse caos aéreo ? Sem minha mala há 72h



Atualizado às 20h do dia 6/01 /2011 – Peço permissão para você caro leitor. O assunto principal deste post não é tênis, mas tem a ver com algo importante ligado aoesporte. Até o momento este Aberto de SP é a minha mais complicada e estressante cobertura de um torneio de tênis. E a culpada principal é aquela que já deveria fornecer o serviço básico de qualidade, mas que está passando longe disso: a companhia aérea TAM.

Só pra se ter uma ideia, estou a 72 horas sem minha mala. Nesse meio tempo fui ao shopping comprar roupa nova, estou tendoque repetí-las, precisei ir à farmácia comprar todo um novo equipamento básico de higiene novo enquanto que mal consigo obter uma posição exata sobre quando a bagagem vai chegar. O que ouço é a mesma promessa. Sua mala chega até amanhã. Até agora nada.

Mas não é choradeira apenas minha. Como você deve acompanhar nos noticiários, um caos aéreo vem tomando conta do Brasil estes dias. Para se ter noção, o Aeroporto de Congonhas possuía nesta terça-feira, além dos inúmeros voos atrasados e cancelados, 400 malas extraviadas. Um número vergonhoso para quem julga ser a maior companhia do Brasil.

Os problemas começaram na noite de segunda-feira, na chegada ao Santos Dumont. Gente por todo lado tentando embarcar e com organização zero. Demorei mais de uma hora na fila para apenas despachar minha bagagem (imagina como estava a final do check-in!).

Os funcionários da TAM mal conseguiam organizar as filas. Alguns engraçadinhos tentaram burlar e furar a fila criando uma nova no local de saída. Os funciónários da empresa aérea fizeram vista grossa e só foram tomar uma providencia para barrar os mesmos depois de muita reclamação e pedido de comparecimento de agentes da ANAC e Infraero.

Fui muito mal atendido no meu despacho de bagagem. Cinco minutos depois de entrar na sala de embarque o vídeo de partidas mostrava meu voo cancelado. O show de incompetência e falta de comunicação entre os membros da TAM e seus clientes começou. Por uns 30 minutos enrolaram os passageiros ao dizer que tal voo ainda não estava cancelado e que a empresa estava “vendo o que ocorria”.

Nos fizeram de baratas tontas pelo aeroporto de Santos Dumont. A cada minuto nos mandavam para um portão para ver o que aconteceria com o voo JJ3959.

Em meio a esse estresse, observei que o problema não era apenas nos voos pra São Paulo e sim no Brasil inteiro e da própria companhia. Um voo para Brasília não teve seu portão divulgado no vídeo e deixou cerca de cinco passageiros a ver navios fechando a porta do embarque na cara deles. Outros dois voos para São Paulo, que deveriam partir às 19h15 e 19h45, levantaram voo depois das 22h com números de portões trocados.

Voltando ao meu voo. Após muito protesto e bate-boca, a TAM, em conjunto com a ANAC, convenceu a nós de que seriamos encaixados em outro voo saindo do Galeão para Guarulhos (Sto. Dumont e Congonhas fecham mais cedo). A partir daí, onde acreditava que a situação melhoraria, as coisas só iriam piorar. Fomos retirar as nossas bagagens na área de desembarque do aeroporto. Mais uma série de deslizes da TAM. Nos fizeram mofar por mais 30 minutos, não acharam as mesmas e definitivamente nos enrolaram prometendo que até a terça-feira de manhã estaríamos com as mesmas em mãos. Note que extraviar uma bagagem em uma conexão acontece com qualquer um, mas perdê-las no aeroporto onde acabou de ser despachada é o cúmulo!

Caímos no conto do vigário como dizia meu avô. Pegamos um voo em um avião A330, chegamos depois de 1h em Guarulhos, mais de três horas de atraso, não recebemos nenhuma alimentação no avião, apenas bebidas. Em Guarulhos mais demora para fazer o boletim de ocorrência de extravio e mais promessas. Mas até agora estou sem minhas malas e como você vê, sofrendo para fazer a cobertura do segundo maior torneio do país.

Agora vem a questão esportiva. Vivemos um momento de férias, retorno de feriadão de fim de ano onde a demanda é alta em todo país. Como um país quer organizar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada com todos esses problemas ? Esse tipo de competição traz muitas pessoas de fora além do deslocamento de atletas quase que o tempo todo. Imagina o mico que vamos pagar. É preciso mudança já!

Nadal reclamando de cansaço ? Um bobalhão! Ao povo que me critica achando que sou Nadalista. É no mínimo cômico ouvir que o número 1 do mundo está cansado, sem energia apenas na terceira partida do ano. Ora bolas ? Por que jogaste tantas exibições e ainda duplas em Doha ? Conta outra!

Sobre o torneio aqui em São Paulo. Rezando para não chover mais. Por hoje é só!



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