A vitória merecida do comprometimento de Djokovic e cia.



A Copa Davis é a única competição que possibilita aos coadjuvantes virarem heróis da noite pro dia pois nela o ranking fica por segundo plano (seu formato do 5º jogo com o tenista nº 2 de simples facilita). Neste domingo fomos testemunhas mais uma vez de um tenista, até então tido como “amarelão”, incorporar o sentimento de uma nação tão emotiva e jogar seu melhor tênis.

Vários dos heróis de Davis não são medalhões e alguns usam a competição para dar impulso em suas carreiras. O exemplo mais recente é de Fernando Verdasco que não era ninguém até Mar del Plata em 2008.

Michael Llodra não era de forma alguma uma unanimidade, mas a boa campanha em Paris e o retrospecto neste ano em Copa Davis comparado com o rival davam favoritismo.

Muito mais do que a atuação de Troicki vir na hora certa, a Sérvia mostrou que para vencer o torneio precisa ter um time homogêneo com um personagem de destaque.

Novak Djokovic venceu todos os sete jogos durante o ano e correspondeu sempre quando exigido. Jogou perto do seu melhor tênis nesta final. Mas ele precisa de um complemento e quando não pôde carregar nas costas teve a ajuda de Troicki nesta final e de Tipsarevic (que não jogou nada contra a França) na semi diante dos tchecos (derrotou Berdych e Stepanek nas simples).

Além disso é preciso ter muita vontade e comprometimento. A falta de um título deste porte fez com que Djokovic abraçasse a causa e deixasse alguns torneios importantes em outro foco (a cabeça dele no ATP Finals não estava em Londres). Logo, tal conquista é merecida.

Resta saber se Nole terá o mesmo foco no torneio em 2011. Espero que sim.

Como já disse anteriormente, a Davis é uma competição encantadora. Não obstante estive em duas finais, Mar del Plata em 2008 e Barcelona 2009. Ela precisa manter os jogos melhor de 5 sets para não perder o teor e tradição, mas pode ficar ainda melhor se conseguir atrair mais os grandes tenistas. Um dia de descanso entre os jogos e uma adequação melhor ao calendário apertado podem ajudar.

Curtinhas:

A França tem um ótimo time, mas nos últimos anos vem devendo na hora H. Llodra e Monfils podiam ter feito muito mais. Falta um grande protagonista à equipe para voltar a vencer na Davis. É a segunda virada traumática que levam, repetindo 2002 contra a Rússia.



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