Sem sorte, azar ou injustiça nas semis, Santos e Audax foram os melhores e estão na final do Paulistão



Santos e Osasco Audax farão uma justa final no Paulistão 2016 (Foto: Ivan Storti/Lancepress!)

Santos e Osasco Audax farão uma justa e ótima final no Paulistão 2016 (Foto: Ivan Storti/Lancepress!)

Não faltou emoção nas semifinais do Paulistão. Pode até ter faltado técnica na partida entre Santos e Palmeiras se comparada com Corinthians e Audax, mas a única coisa que não se pode falar é que houve sorte ou azar.

Se houvesse um ranking de merecimento, o Palmeiras estaria em último entre os quatro semifinalistas. Não pela grandeza do clube e nem pela superação das últimas rodadas com os indícios de melhora trazidos por Cuca, mas sim pelo ‘esforço’ que o time fez para não se classificar. Foram tropeços atrás de tropeços que, no fim, levaram o Verdão a ser a ‘zebra’ dessa fase.

O Osasco Audax, que não é um clube do tamanho dos três concorrentes, fez um campeonato acima das expectativas, mostrando qualidade que superou a de adversários tradicionais, inclusive Palmeiras e São Paulo. Não é apenas por contar com um estilo de jogo peculiar, é também por ser um time, agir como um time e não um amontoado de nomes que se reunem pra jogar futebol.

Não foi à toa que o jogo contra o Corinthians foi um dos melhores, senão o melhor, deste Paulistão. Cheio de alternativas, com show de troca de passes e triangulações que só equipes bem treinadas e entrosadas podem oferecer. Era difícil saber quem poderia vencer, embora os comandados de Fernando Diniz quase tenham definido a partida ainda no tempo normal, quando o ótimo Camacho perdeu chance clara perto do apito final.

No duelo de posse de bola e do número de passes certos, o Corinthians levou a melhor e enfrentar um time com estatísticas melhores não foi algo comum para o Audax, que foi devidamente testado e aprovado nessas condições.

Isso tudo acabou levando a equipe de Osasco a lançar mais bolas que de costume, no entanto se manteve fiel a um quesito, o de desarmes, no qual ocupa a última posição na competição, algo que o Timão domina, isolado na liderança. Veja os dados:

Posse de bola: Corinthians 52% x 48% Osasco Audax
Passes certos: Corinthians 358 x 331 Osasco Audax
Lançamentos: Corinthians 43 x 44 Osasco Audax
Desarmes certos: Corinthians 24 x 8 Osasco Audax

A decisão nas cobranças de pênalti não caracterizou injustiça, pelo contrário, foi justo em um duelo em que houve equilíbrio de forças. Aí sim, acabou vencendo quem melhor se preparou técnica e psicologicamente para uma eventual disputa desse tipo.

Mais injusto foi a semifinal entre Santos e Palmeiras ter ido para os pênaltis, uma vez que no tempo normal o Peixe dominou o Verdão por quase toda a partida, exceto nos minutos finais, em que o time da capital conseguiu os dois gols de empate com Rafael Marques.

Valeu o esforço dos palmeirenses e a perseverança em conseguir o resultado em uma situação tão adversa, mas a verdade é que só uma equipe realmente jogou futebol e não foi a de Cuca. Desde o início os santistas estiveram em busca do placar, ocupando o campo do adversário e sem deixar espaços para os contra-ataques. Veja os números de posse de bola:

Santos 60% x 40% Palmeiras

Era o que o Santos queria, enfrentar uma equipe que viesse para se defender, já que no momento certo a individualidade apareceria e definiria a partida, o que efetivamente aconteceu e só não se confirmou por conta do ‘apagão’ nos instantes decisivos. Observe a quantidade de dribles tentados:

Santos 7 x 1 Palmeiras

Não é novidade, o Verdão é o pior do campeonato no quesito dribles, enquanto o Peixe ocupa as primeiras posições. Isso explica o fato de nos momentos decisivos Cuca e seus comandados contarem mais com o coração do que com qualquer outra coisa. As individualidades fizeram falta aos palmeirense e sobraram aos santistas.

Nos pênaltis valeu mais a calma e a concentração, sem contar a qualidade para deslocar o melhor pegador de penais da atualidade no país. O resultado premiou quem mereceu mais e a final, com certeza, premiará o torcedor com dois grandes duelos.



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