São Paulo x Corinthians: Pior defesa contra pior ataque entre os clubes da Série A em 2017



Corinthians, pior ataquee e São Paulo, pior ataque, já se enfrentaram este ano pela Florida Cup (Foto: Gregg Newton/AFP)

Corinthians, pior ataque, e São Paulo, pior defesa, já se enfrentaram este ano pela Florida Cup (Foto: Gregg Newton/AFP)

Qualquer clássico que se preze sempre cria um clima de expectativa nos dias que antecedem o duelo, não seria diferente com São Paulo e Corinthians, neste domingo, mas é muito evidente que nenhuma das duas equipes chega para a partida podendo se vangloriar de alguma coisa. Ambas fazem temporada com defeitos gravíssimos, que podem custar também o sucesso a longo prazo.

Uma frase pode resumir o momento desses rivais: O que falta ao São Paulo, sobra ao Corinthians e o que falta ao Corinthians, sobra ao São Paulo. Falamos aqui do problema defensivo do Tricolor e da segurança defensiva do Timão, além da falta de poder ofensivo corintiano e da eficácia ofensiva (com Cueva) dos são-paulinos.

Sei que o primeiro bombardeio em relação a essas premissas será “Ah, mas ainda é começo de temporada” ou “Ah, é só Paulistão”. Mas pensem bem, se o Corinthians não consegue fazer gols em times que não estão nem na Série D do Brasileiro e o São Paulo não consegue ficar um jogo sem ser vazado por times de nível técnico baixíssimo, o que podemos pensar para o restante do ano, quando enfrentarão adversários muito mais fortes?

Para se ter uma ideia, entre os clubes da Série A, em média, o Tricolor tem, com larga (des)vantagem, a pior defesa e o Timão o pior ataque. Se isso não é um forte indício de que as coisas não estão indo bem, eu já não sei o que pode ligar o sinal de alerta.

Há muita tolerância com o trabalho de Rogério Ceni, que não é ruim, mas tem defeitos, pouco explorados e, por vezes, até omitidos por motivos que se distanciam da ética jornalística. O ataque funciona muito bem, não há dúvidas, protagonizou jogos muito interessantes de serem vistos e merece elogios, no entanto futebol não é só setor ofensivo. Em 14 jogos oficiais, o São Paulo levou pelo menos um gol em 13. É normal? Não me parece.

A essa altura da temporada o discurso do “Leva três, mas faz quatro”, não cola mais. Já são quatro jogos sem vitória e quatro jogos sem marcar mais de um gol. Em alguns momentos o ataque não vai funcionar, principalmente na ausência de Cueva, o que já se provou mais um problema gravíssimo a ser resolvido. A certeza é de que, se o ataque está funcionando ou não, a defesa vai levar pelo menos um gol. Se alguém acha possível ter sucesso na temporada desse jeito, que apresente a solução para Ceni, pois ele não parece tê-la no momento.

Veja quantas finalizações o adversário precisa arriscar para marcar contra São Paulo e Corinthians no Paulistão:

– São Paulo leva em média seis finalizações até sofrer um gol. Se contarmos apenas as finalizações certas, ou seja, aquelas que vão em direção à meta, o Tricolor leva três chute até sofrer um gol.

– Corinthians leva em média 16 finalizações até sofrer um gol. Se contarmos apenas as finalizações certas, ou seja, aquelas que vão em direção à meta, o Timão leva sete chutes até sofrer um gol.

Por outro lado, com Fabio Carille a tolerância quase não existe, embora seja evidente que o que mais falta ao elenco corintiano é qualidade. Mesmo diante de toda essa dificuldade, o treinador alvinegro conseguiu montar um sistema defensivo bastante seguro, que leva poucos gols e raramente é ameaçado. Provas disso são os resultados positivos nos clássicos contra Palmeiras (1 a 0) e Santos (1 a 0), adversários potencialmente superiores.

Porém, não é só de defesa que vive o futebol, o ataque precisa reagir na mesma sintonia. Como no exemplo que demos acima, um gol bastou para bater cada um dos rivais, mas até aqui esse funcionamento parece ter se dado mais no acaso e na raça do que propriamente na competência.

Ter média de um gol por jogo disputando Paulistão e fases preliminares da Copa do Brasil é preocupante para as pretensões do time, que parece ter chegado ao limite do que pode apresentar, mesmo que estejamos em março. Com limitação técnica, o único trunfo é o ápice tático, algo que não tem muito mais espaço para evoluir diante do escasso material humano que Carille dispõe no grupo.

Veja quantas finalizações São Paulo e Corinthians precisam até marcar um gol no Paulistão:

– São Paulo finaliza seis vezes até marcar um gol/Se contarmos apenas as finalizações certas, ou seja, aquelas que vão em direção à meta, o Tricolor acerta o alvo três vezes até marcar

– Corinthians finaliza 13 vezes até marcar um gol/Se contarmos apenas as finalizações certas, ou seja, aquelas que vão em direção à meta, o Timão acerta o alvo cinco vezes até marcar

Como vimos, o defeito de um seria corrigido com a virtude do outro. Defesa do Corinthians melhoraria a do São Paulo e ataque do São Paulo melhoraria o do Corinthians. O clássico deste domingo colocará esses setores à prova em um enfrentamento de extremos, sem que seja possível apontar um favorito. O que se sabe é que clubes dessa grandeza não podem chegar a um confronto dessa magnitude com estatísticas tão negativas.



  • xiru

    Cú rinthiANUS versus BAMBIS,vai ser dose o domingo…

  • Marcelo Vitor

    Hoje teremos bibas x gayvotas se estapeando e puxando cabelos no panetone, que aparentemente estará cheio de frutas.

  • APITO AMIGO !!!!

    ENCONTRO DE BARANGAS KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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