Palmeiras, Santos e Grêmio sofrem, mas saem no lucro após desfalques da Olimpíada



Walace, do Grêmio, Gabriel Jesus, do Palmeiras, Neymar, do Barcelona, Gabigol, do Santos e Rafinha, do Barcelona, conquistaram o ouro na Olimpíada do Rio (Foto: Ari Ferreira)

Walace, do Grêmio, Gabriel Jesus, do Palmeiras, Neymar, do Barcelona, Gabigol, do Santos e Rafinha, do Barcelona, conquistaram o ouro na Olimpíada do Rio para a Seleção Brasileira (Foto: Ari Ferreira)

Terminou o tão temido período olímpico no Brasileirão. Enquanto centenas de milhões de amantes do esporte lamentam o apagar da pira na Olimpíada do Rio de Janeiro, alguns clubes brasileiros, principalmente aqueles que estão na ponta da tabela, agradecem.

Santos, Palmeiras e Grêmio foram as equipes mais “mutiladas” por conta da participação brasileira no torneio olímpico de futebol. O Peixe perdeu Zeca, Thiago Maia e Gabigol, já o Verdão forneceu Fernando Prass (que acabou se lesionando e perdendo o restante do campeonato) e Gabriel Jesus, por fim o Grêmio teve de ceder Walace e Luan.

Após os seis jogos do Brasileirão que coincidiram com os dias de preparação e competição da Seleção, chegou a hora de fazer um balanço das perdas e danos causados pelas ausências.

Por incrível que pareça o Palmeiras foi o time que menos teve prejuízos entre os três, se compararmos apenas os números antes e depois da Olimpíada. Embora seja evidente que houve queda de qualidade na equipe de Cuca e que o aproveitamento tenha diminuído de 71,1% para 63,8%, o Verdão permanece líder.

Impacto do período olímpico no aproveitamento palmeirense

Impacto do período olímpico no aproveitamento palmeirense

Suas estatísticas, inclusive, não tiveram alterações significativas. Passes certos, finalizações e posse de bola, inclusive, tiveram melhora.

Impacto do período olímpico nas estatísticas palmeirenses (Fonte: Footstats)

Impacto do período olímpico nas estatísticas palmeirenses (Fonte: Footstats)

O mesmo ocorreu com o Grêmio, que só piorou no quesito finalizações certas e acabou melhorando em passes certos, lançamentos e posse de bola. No entanto, nem tudo são flores. O Tricolor gaúcho caiu de 3º para 6º na tabela, lembrando que há ainda um jogo adiado por fazer pela 19ª rodada, contra o Botafogo.

Impacto do período olímpico nas estatísticas do Grêmio (Fonte: Footstats)

Impacto do período olímpico nas estatísticas do Grêmio (Fonte: Footstats)

Pesa também contra o Grêmio o fato de seus concorrentes diretos terem tropeçado no mesmo período, o que abriu oportunidades para que assumisse a liderança da competição, algo que não ocorreu.

Impacto do período olímpico no aproveitamento gremista

Impacto do período olímpico no aproveitamento gremista

O Santos, por sua vez, além de perder seus três talentos para a Seleção, ainda se viu desfalcado de Lucas Lima em três das seis partidas.

Nessa situação, o maior prejuízo santista, foi em suas estatísticas, principalmente naquelas que dizem respeito ao controle dos jogos. A média de passes certos caiu de 450 para 347 por partida, queda de quase 100 toques. Além disso, o tempo de posse diminuiu de 17 minutos para 13 minutos e 30 segundos por duelo.

Impacto do período olímpico nas estatísticas do Santos (Fonte: Footstats)

Impacto do período olímpico nas estatísticas do Santos (Fonte: Footstats)

Na tabela, contudo, o prejuízo foi a queda da 4 para a 5 posição, saindo da zona do G4. O aproveitamento, inclusive, é muito parecido. Caiu de 57,8% para 57,1%, ou seja, diferença mínima. Ademais, se formos comparar o aproveitamento do Santos (55,5%) nos seis jogos com o aproveitamento de Grêmio (53,3%) e Palmeiras (44,4%), o Peixe foi melhor.

Impacto do período olímpico no aproveitamento santista

Impacto do período olímpico no aproveitamento santista

O saldo final desse período é que dos males, o menor. Nenhuma perda irreparável, com exceção da lesão de Prass, evidentemente. A disputa na parte de cima ainda está escancarada e cada vez mais equilibrada.



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