Palmeiras perde seu 12º jogo fora de casa na temporada e não aproveita legado de 2016



No último domingo, o Palmeiras sofreu mais uma derrota fora de casa em 2017, dessa vez para o Cruzeiro, no Mineirão. Foi o 12º revés do Verdão longe dos seus domínios, número que faz do time o líder no quesito entre os clubes que disputam a Série A do Brasileirão nesta temporada. (Veja na galeria acima as 12 derrotas em 2017)

Essa marca negativa se contrapõe ao desempenho como visitante registrado no ano passado, um dos principais diferenciais para a conquista do título brasileiro.

Palmeiras lidera ranking de derrotas como visitante entre clubes da Série A em 2017

Palmeiras lidera ranking de derrotas como visitante entre clubes da Série A em 2017

O 3 a 1 para a Raposa foi a segunda derrota consecutiva do Alviverde fora de casa. Na última quarta-feira, pela Copa Libertadores, a equipe de Cuca perdeu por 1 a 0, para o Barcelona, no Equador. Foi a partida de ida das oitavas de final da competição continental. Quem assistiu ao jogo, notou que a postura palmeirense foi completamente passiva, não se parecia nem um pouco com o time de 2016, que era frio, sólido e decisivo como visitante.

No ano passado, o campeão brasileiro perdeu apenas dez partidas como visitante, o menor número entre os 20 clubes da Série A, além de ter sido o segundo com melhor aproveitamento fora de casa, perdendo apenas para o Flamengo. Para se ter noção, estamos em julho e o Verdão já foi derrotado 12 vezes, duas a mais do que em todo 2016.

Com o placar negativo no Mineirão, a disputa pelo Campeonato Brasileiro ficou mais complicada, principalmente se considerarmos a diferença de 13 pontos para o líder Corinthians, o melhor visitante do ano, com apenas uma derrota. Fator que ajuda, e muito, a equipe de Fábio Carille a estar no topo.

Ranking de Aproveitamento de Visitantes entre clubes de Série A em 2017

Ranking de Aproveitamento de Visitantes entre clubes de Série A em 2017

Não perder dá uma vantagem enorme em relação aos concorrentes, algo que esse Palmeiras de 2017 não tem conseguido se prevenir. Foi assim no Paulistão, com derrotas para o Ituano, para o próprio Corinthians e para a Ponte Preta, duas vezes, a segunda pela partida de ida da semifinal. Um 3 a 0 que marcou a primeira grande turbulência e consequência da temporada. Na volta, mesmo em seu imponente e invicto Allianz Parque, a vitória por 1 a 0 não foi suficiente. Resultado: eliminado e fora da final estadual.

Na Libertadores, depois de ir para o intervalo perdendo por 2 a 0 para o Peñarol, em uma atuação terrível, conseguiu virar heroicamente para 3 a 2. Mas a lição não foi aprendida, e no jogo seguinte como visitante, foi batido pelo Jorge Wilstermann, da Bolívia, pelos mesmos 3 a 2.

Veio o Brasileirão, e o que era a esperança com Cuca, desandou de vez. O desempenho fora de casa começou pífio, com quatro derrotas seguidas (cinco se contarmos uma para o Internacional pela Copa do Brasil). É verdade que duas vitórias como visitante vieram na sequência, talvez tardias pelo estrago que as anteriores já haviam feito.

O tempo de alívio durou pouco, novamente o time não conseguiu se impôr – fazendo gols, apesar de controlar parte do jogo – uma partida longe de seus domínios. E outra vez demonstrou estar abalado após ficar em desvantagem no placar no primeiro tempo contra o Cruzeiro.

Excelente aproveitamento como mandante do Palmeiras é um alento para a equipe na temporada

Excelente aproveitamento como mandante do Palmeiras é um alento para a equipe na temporada

Seria leviano dizer que se trata apenas de uma fragilidade psicológica, como falta de confiança, algo que sobrava para a equipe campeã em 2016, mas fato é que alguns jogadores não passam por suas melhores fases. Também é nítido que o elenco traz sintomas de falta de planejamento para algumas posições como as laterais, a meia e o comando de ataque. Até mesmo a marcação individual, preferência de Cuca, passa por crise. Modelo não se encaixa e tem deixado o time exposto, com influência expressiva das constantes mudanças, da escassez de tempo para treinar e do excesso de desfalques.

Embora esse 2017 já esteja abaixo das expectativas, principalmente por se tratar de um elenco desse porte, há ainda duas competições em que o favoritismo palmeirense permanece, desde que o desempenho fora de casa seja mais parecido com o de 2016, caso contrário, começar a pensar 2018 não seria tão ruim.



  • Antônio Billar

    Cadê o presidente laranja e o Alexandre Miccos?

  • NÃO TENHO MUNDIAL – na testa

    NÃO TENHO MUNDIAL – na testa da porcada

    ESSA É A MODA DO MOMENTO, TATUAR ‘NÃO TENHO MUNDIAL’
    A PORCADA PIRA !!!

  • Paulo Guedes

    Quanto a Cuca, eu já disse que “amores do passado no presente repetem temas banais”. A saída de Cuca foi estranha e seu retorno uma cafajestada. Coisa bem afim com a turma do mercado financeiro de agiotagem.

    • Luiz Matias

      kkkk verdinho desbotado . kkkk

  • CT Assessoria

    Acorda CUCA!!!! Até quando vai ficar insistindo com o trio da corrida maluca Roger Guedes, Keno e Tche Tche (fora Egídeo, Zé Roberto e companhia) ? Você ta com a cabeça na China só pode.

    • Luiz Matias

      ta tudo normal os dias desse verdinho desbotado é assim .kkkkk

  • Interessante que os palmeirense estão entrando na onda dos antis. Agora já ninguém mais presta nem Cuca, nem Mattos…Sinceramente. Acordem para a vida. É certo que o time está a viver de altos e baixos, mas a verdade se você olhar o brasileiro do ano passado no primeiro turno também tivemos cinco derrotas.

    • CTASS

      Acosta, não é entrar na onda de ninguém. Ano passado esses caras estavam voando em campo, mas antes do fim do campeonato Tche Tche já tinha entrado na fase péssima. Esse ano, Roger Guedes (que nunca foi essas coisas) entrou também, junto com Zé Roberto. Egídio e Fabiano são jogadores de serie B e o Keno de mediano pra ruim. O que não entendo é por que o Cuca insiste em escalar os mesmos! Ele tá achando que esses caras vão recuperar o futebol de um dia para o outro? Vamos treinar e dar oportunidade pra gente com vontade.

      • Amigo, entenda que o time tem jogado sem pelo menos 3 titulares (Moisés, Felipe Melo e Jean). Ontem foram 4, pois o Guerra também estava ausente. O Palmeiras vai se recuperar e brigar pelo título, não tenho dúvida. É questão de tempo…

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