No Paulistão, Audax e Santos fazem final que premia o futebol jogado em sua essência



Osasco Audax e Santos chegaram à final do Paulistão praticando futebol bem jogado (Foto: Ivan Storti/Lancepress!)

Osasco Audax e Santos chegaram à final do Paulistão praticando futebol bem jogado (Foto: Ivan Storti/Lancepress!)

Não é apenas o fato de disputarem a final do Paulistão-2016 que liga Santos e Osasco Audax. Além de brigarem pelo título, as duas equipes se assemelham demais na maneira de jogar, principalmente por dividirem um gosto em comum: A bola.

Ambos os times jogam futebol baseado no controle da posse. Seja pela troca de passes, no Audax, seja pela condução com Lucas Lima, no Peixe. Isso faz com que dificilmente o adversário tenha vantagem nesse aspecto, a não ser que sejam estilos parecidos, o que deve acontecer na decisão.

Em média, as equipes ficam quase 17 minutos com a bola por partida. Isso dá mais de um minuto de vantagem pra o Corinthians, terceiro colocado nas estatísticas do Campeonato Paulista fornecidas pelo Footstats. As semelhanças não param por aí. O número de passes certos por jogo também é um ponto em comum. Enquanto o Audax lidera o quesito na competição e acerta, em média, por volta de 480 passes, o Santos vem em terceiro com 423. (Veja os dados na tabela a seguir)

Tabela mostra os números de Audax e Santos no Paulistão (Fonte: Footstats)

Tabela mostra os números de Audax e Santos no Paulistão (Fonte: Footstats)

Apesar da diferença significativa, os conceitos não se distinguem. A preferência é clara por dominar as ações da partida e não desperdiçar o controle. Isso é possível notar quando analisamos o número de lançamentos por jogo. O time de Osasco é o que menos lança no campeonato, já o Santos é o terceiro que menos se utiliza dessa prática.

Quanto menos eles desperdiçam a bola e deixam que o adversário fique com a posse, menor a possibilidade de exposição e o risco de infrações. Não é à toa que Santos e Audax são as equipes menos faltosas do Paulistão e não se destacam pelos desarmes. Para se ter noção, o time de Fernando Diniz é o que menos desarma, em média, no estadual. Isso também mostra que o anti-jogo não é praticado, os dois jogam e deixam jogar.

O mais importante dessas semelhanças é o fato de ambos aproveitarem esse conceito para transformá-lo em gols. Ambos estão entre os melhores ataques do campeonato, com média de quase dois tentos por jogo. Aliado a isso, ainda temos o quesito finalizações certas, que coloca o Audax em primeiro e o Peixe em quarto.

Embora tenhamos um clube considerado grande contra outro considerado pequeno, é difícil apontar um favorito. As cartas colocadas na mesa tornam o duelo surpreendente, mas o certo é que os deuses do futebol deram ao Paulistão um desfecho que premiou aqueles que fizeram por merecer e jogam aquilo que pede a essência do esporte.



MaisRecentes

É possível admirar o estilo Fernando Diniz no São Paulo sem ser um Dinizete fanático



Continue Lendo

Corinthians vai de ‘melhor técnico do Brasil’ ao alto risco de eliminação no Paulista



Continue Lendo

Empolgação ou desonestidade? Estreia no Paulista pareceu rodada da Premier League



Continue Lendo