Em período de equilíbrio no Brasileirão, eficiência como a do Santa Cruz tem feito a diferença



Grata surpresa, Santa Cruz aproveita sua eficiência para ganhar pontos em fase de equilíbrio no campeonato (Foto: Clelio Tomaz/AGIF/Lancepress!)

Grata surpresa, Santa Cruz aproveita sua eficiência para ganhar pontos em fase de equilíbrio no campeonato (Foto: Clelio Tomaz/AGIF/Lancepress!)

Ao término da segunda rodada do Brasileirão-2016 uma conclusão que podemos tirar deste início é o equilíbrio entre os times participantes da competição.

Mesmo que ainda seja cedo e muitas equipes estejam em processo de reconstrução pós-estaduais, o quadro apresentado até aqui não permite alavancar qualquer um dos 20 integrantes a favorito ao título.

Quando o Palmeiras venceu o Atlético-PR, falou-se muito que havia ali um sério candidato a levantar a taça, no entanto o favoritismo não durou uma rodada, o Verdão de Cuca voltou ao status inicial de brigar junto com os outros concorrentes e terá de mostrar muito futebol para se firmar como real expoente ao troféu.

A Ponte Preta, por exemplo, que bateu os palmeirenses, jogou muito bem, dentro de sua proposta, mas não demonstrou nada que pudesse ser marcado como credencial a lutar por coisas maiores, talvez um consolo sobre a permanência na primeira divisão, algo que parece ser a situação mais palpável para a maioria dos clubes desta Série A até o momento.

É dentro desse equilíbrio que essas duas rodadas mostraram que a situação do América-MG começa a preocupar. Foram dois jogos abaixo da crítica, mostrando pouco poder de reação, principalmente no setor ofensivo. Vale destacar que o Coelho tem o pior ataque entre os clubes da Série A em 2016, com 27 tentos.

O Flamengo é outra equipe que deve se preocupar. Embora o resultado positivo tenha vindo na rodada de estreia, a turbulência interna, as indefinições no comando técnico e a má fase de jogadores importantes, são fatores que pesam contra.

Segundo o Footstats, o clube da Gávea é o segundo com mais tempo de posse de bola na competição, perdendo apenas para o Santos. No entanto, notou-se que tal controle da bola não resultou em gols, tratou-se de uma posse improdutiva.

Isso nos leva a considerar a eficiência como um dos quesitos que podem diferenciar um time de outro. Se o Flamengo não foi eficiente, o Santa Cruz tem sido e usa tal virtude como arma para ser um dos líderes do certame com quatro pontos.

O Tricolor pernambucano é a terceira equipe com menos finalizações, a quarta com menos passes certos e a segunda com menos posse. Mesmo assim, marcou seis gols no Brasileirão, quatro do artilheiro Grafite, um dos destaques individuais do Santa e do campeonato.

Ter um jogador que faça a diferença como ele pode sim ser fator de desequilíbrio, principalmente nesta fase de indefinições e mudanças.

Esse equilíbrio pode não durar muitas rodadas, já que os elencos começarão a fazer diferença, mas é exatamente nesse período que é preciso garantir alguns pontos, para evitar surpresas lá na frente.



MaisRecentes

Empolgação ou desonestidade? Estreia no Paulista pareceu rodada da Premier League



Continue Lendo

Venha sem preconceitos, pois precisamos falar da fase de Felipe Melo no Palmeiras



Continue Lendo

No futebol nossa torcida é mais contra ou a favor? Até que ponto a paixão nos cega?



Continue Lendo