Eficiente, Ponte Preta neutralizou virtudes e explorou deficiências para vencer o Palmeiras



Ponte Preta soube neutralizar as virtude e explorar as deficiências do Palmeiras para vencer (Foto: Mauro Horita/Lancepress!)

Ponte Preta soube neutralizar as virtude e explorar as deficiências do Palmeiras para vencer (Foto: Mauro Horita/Lancepress!)

O Palmeiras entrou em campo contra a Ponte Preta como grande favorito a vencer o duelo. Não pela força do adversário, mas pelo que apresentou na primeira rodada. Além de ter sobrado em campo, mostrou um nível de jogo muito acima daquilo que apresentara até ali na temporada.

Esse conjunto de fatores criou uma expectativa enorme em torno da atuação do Verdão que logo no início teve duas boas chances para abrir o placar, não concretizadas. A partir dali as coisas começaram a ficar mais complicadas. A Macaca adiantou a marcação e fechou os espaços de criação palmeirense, em outras palavras, encaixotou o adversário.

Resultado disso, o time de Cuca não conseguia avançar ao campo de ataque, ficando preso em seu lado do gramado trocando passes de lado ou perdendo bolas infantis, quando a Ponte apertava a marcação. Em dois desses erros primários, a equipe da casa abriu o placar e ainda ampliou com dois gols de Felipe Azevedo.

A ineficiência palmeirense pode ser vista nas estatísticas da partida fornecidas pelo Footstats. Apesar do domínio na posse de bola (60% x 40%) e no número de passes certos (415 x 173), a vantagem no placar não saiu das mãos da Ponte Preta, que foi muito mais eficiente. Basta ver que com menos posse e menos passes, os campineiros tiveram o mesmo número de finalizações certas que o rival. Veja os dados:

Passes certos: Ponte Preta 173 x 415 Palmeiras
Posse de bola: Ponte Preta 40% x 60% Palmeiras
Finalizações: Ponte Preta 10 x 11 Palmeiras
Finalizações certas: Ponte Preta 6 x 6 Palmeiras

Outra estatística que corrobora com o mau futebol apresentado pelo Palmeiras em Campinas é a dos jogadores que mais deram passes certos no time. E o esse status de melhor passador ficou justamente com um zagueiro, Thiago Martins. Logo seguida, outro zagueiro, Vitor Hugo, e em terceiro, o lateral-esquerdo Egídio. Confira os números:

Thiago Martins – 76 passes certos
Vitor Hugo – 68 passes certos
Egídio – 61 passes certos

Isso significa dizer que quase metade dos passes certos da equipe foram efetuados por jogadores de defesa. Passes sem objetivo, de um lado para o outro, sem progressão. Méritos da Ponte Preta que neutralizou as alternativas do Verdão que apelou aos cruzamentos que totalizaram 37 na partida, 30 deles errados.

A Macaca foi perfeita dentro de sua proposta de jogo, marcou, não deixou seu adversário jogar e ainda concretizou as chances que teve. A partir do momento em que ficou em vantagem administrou o placar e ainda pôde contar com uma tarde inspirada do goleiro João Carlos.

Vale destacar que a Ponte Preta foi a responsável pelo jogo ruim dos comandados de Cuca. Anulou as virtudes e explorou as deficiências. Fica o sinal de alerta ao Palmeiras, que se mostrou frágil na capacidade de reação e limitado na busca por soluções no momento de adversidade.



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