Corinthians perde eficiência no segundo turno e marca um gol a cada 18 finalizações



Definitivamente o segundo turno do Corinthians no Brasileirão é decepcionante. principalmente depois do excepcional primeiro turno, que o sustenta na liderança até o momento, mesmo com resultados ruins.

O Timão conquistou apenas 12 dos 30 pontos possíveis no returno e uma das causas desse baixo rendimento é a queda nos índices de eficiência do time, ou seja, o ataque deixou de funcionar como funcionava nas primeiras 19 rodadas do campeonato, quando marcou 32 gols, média de 1,68 por jogo.

Já na virada de turno o Corinthians marcou apenas sete tentos em dez partidas, média de 0,7, o que representa menos da metade do que registrou na primeira parte da competição. É possível encontrar explicações para esses números quando observamos as estatísticas de finalização do Footstats.

Quadro mostra quantas vezes, em média, o Corinthians precisou finalizar para marcar um gol no primeiro e no segundo turno (Fonte: Footstats)

Quadro mostra quantas vezes, em média, o Corinthians precisou finalizar para marcar um gol no primeiro e no segundo turno (Fonte: Footstats)

Como é possível notar na imagem acima, 2,8 finalizações certas eram suficientes para marcar um gol no primeiro turno, número esse que dobrou na segunda parte do campeonato. Agora, pelo menos seis finalizações precisam acertar o gol para que uma balance a rede.

Enquanto o Timão liderava o quesito no primeiro turno, no segundo ele só é melhor do que o Sport, que precisa de 7,8 finalizações certas para conseguir marcar um gol.

Quando falamos do total de finalizações, ou seja, juntando certas e erradas, os dados chamam ainda mais atenção. Isso porque os corintianos precisam finalizar praticamente três vezes mais até anotar um gol, contrariando a letalidade e precisão que se tornaram características do time no espetacular primeiro turno.

No duelo de diante do Atlético-GO, quando perdeu por 1 a 0, o Corinthians finalizou 30 vezes, 22 delas longe do alvo e apenas oito na direção do gol adversário.

Com esses números, a queda de rendimento, que já era bem evidente, fica mais clara e aponta um problema em um dos principais trunfos da equipe. Seja por excesso de ansiedade, por má fase ou por falta de sorte, a verdade é que Fábio Carille precisa tentar corrigir esse defeito a partir desta partida contra o Botafogo para que o encaminhado título possa vir sem tanto drama.



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