Corinthians e Palmeiras: Maneiras diferentes de trabalhar um elenco numeroso



Certo ou errado, polêmico ou não, o limite de jogadores inscritos no Paulistão causou muita reclamação de treinadores em 2015, já neste ano seus efeitos não foram tão sentidos. O fato é que após dez rodadas nenhum dos 20 clubes atingiu o limite de 28 atletas utilizados. Confira a lista abaixo:

Lista com o número de jogadores que cada time já utilizou neste Paulistão

Lista com o número de jogadores que cada time já utilizou neste Paulistão

Com 27 jogadores que já fizeram, pelo menos, um jogo na competição, três times estão mais próximos de esgotar suas peças para esta primeira fase. São eles: Água Santa, Capivariano e Corinthians. Tanto o primeiro quanto o último já lançaram mão de três goleiros.

O Palmeiras, por exemplo, fez uso de 26 jogadores, mas apenas um goleiro, ou seja, as duas peças que ainda não estiveram em campo são os outros dois arqueiros inscritos. Concluímos, assim, que todos os atletas de linha que o Verdão tem à disposição já foram testados.

Vemos, então, dois momentos distintos de dois clubes grandes que praticamente esgotaram as possibilidades que suas listas de inscritos oferecem neste Paulistão. O Corinthians lidera a competição e Tite tem dado aula de rotação de elenco, conseguindo manter o mesmo padrão de jogo seja com o time titular, misto ou reserva. Enquanto isso o Palmeiras luta para encontrar um time ideal, ou melhor, um jeito de jogar.

Outro detalhe a ser destacado é referente aos times que menos utilizaram jogadores até aqui. Os três são as boas surpresas da competição: Ferroviária, Red Bull e São Bento. Embora o clube de Araraquara, treinado pelo português Sérgio Vieira, não vença há três rodadas, é sem dúvidas uma das equipes mais arrumadas do campeonato. O mesmo pode se dizer da agremiação de Sorocaba, vice-líder do Grupo A e do Red Bull, vice-líder do Grupo D e comandado pelo técnico Maurício Barbieri há algum tempo.

O que tentamos dizer aqui é que não importa a quantidade de inscritos permitida em regulamento, mas sim a maneira que se trabalha com esse número de jogadores. Ter um leque enorme de opções e não ter um time definido pode ser muito mais prejudicial do que contar com poucas peças, mas saber exatamente o que cada uma delas pode render dentro de um esquema treinado e planejado.



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