Com Cuca, Palmeiras renova favoritismo e resgata ano quase perdido



Intensidade palmeirense na vitória contra o Santa Cruz reforçou favoritismo no Brasileirão (Foto: Mauro Horita/Lancepress!)

Intensidade palmeirense na vitória contra o Santa Cruz reforçou favoritismo no Brasileirão (Foto: Mauro Horita/Lancepress!)

Após o término da nona rodada do Brasileirão-2016, temos um novo líder: o Palmeiras. Apesar de não o ser de forma isolada, os critérios de desempate que definem a vantagem são fiéis ao merecimento do Verdão neste início de certame.

O Alviverde paulista é, na verdade, um “novo-velho” favorito ao título e às primeiras posições da tabela. Na transição da temporada-2015 para 2016, poucos eram aqueles que não apontavam os palmeirenses como principais candidatos a todos os títulos que disputassem neste ano.

A Copa do Brasil, os reforços trazidos em janeiro e um possível enfraquecimento da concorrência potencializavam esse favoritismo, mas o futebol nem sempre corresponde às previsões de início de temporada.

Os reforços não deram certo ou, pelo menos, não renderam o esperado, além disso o time não engrenou, vieram as sequências de jogos sem vencer e o fracasso iminente na Copa Libertadores. Marcelo Oliveira não resistiu e foi demitido do cargo de técnico, decisão que para muitos deveria ter sido tomada há mais tempo.

Retrospecto do Palmeiras, em 2016, com e sem Cuca no comando

Retrospecto do Palmeiras, em 2016, com e sem Cuca no comando da equipe

Cuca chegou, não conseguiu remendar o estrago feito no torneio continental, mas quase levou a equipe à final do Paulistão. Os resultados não vieram, mas a melhora já era visível e havia um treinador, de fato.

Com a chegada de um novo comandante e uma nova cara ao time, o favoritismo foi renovado para o Brasileirão. O que tem sido visto até aqui é que a teoria é confirmada pela prática. Se a defesa ainda apresenta falhas, o ataque compensa os vacilos e tudo parece sob o controle de Cuca.

Pelas estatísticas do Footstats, podemos comparar o período com e sem Cuca em 2016. As conclusões dessa comparação são bastante reveladoras e corroboram com a mudança de postura em campo.

Estatísticas do Palmeiras em 2016, com e sem Cuca no comando do time (Fonte: Footstats)

Estatísticas do Palmeiras em 2016, com e sem Cuca no comando do time (Fonte: Footstats)

De cara é possível afirmar que o Verdão fica mais com a bola, pois aumentou o tempo de posse e a média de passes certos. Além disso, diminuiu o números de lançamentos por partida e aumentou as finalizações certas. Aliás, a precisão também foi aperfeiçoada nos cruzamentos, que são a origem de uma quantidade considerável de gols palmeirenses nessa versão de time com o padrão Cuca de qualidade

O Alviverde também se tornou uma equipe com mais pegada, passou a desarmar mais e fazer mais faltas. Ambos os quesitos fazem parte de uma filosofia de jogo adotada por Cuca e executada pelos jogadores, que sufocam o adversário em seu campo e não o deixam criar jogadas até que a posse seja retomada.

Essa intensidade desgasta e exige preparo físico acima da média para garantir que não haja defasagem de um jogo para o outro. Assim, o tão criticado elenco inchado e com jogadores de qualidade parecida começa a fazer sentido, justamente no momento em que há quem saiba usá-lo.



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