Após Choque-Rei, defesa do São Paulo melhora, mas média de gols cai quase três vezes



Clássico contra o Palmeiras foi um divisor de águas para o São Paulo de Ceni na temporada (Foto: Ale Cabral/AGIF)

Clássico contra o Palmeiras foi um divisor de águas para o São Paulo de Ceni na temporada (Foto: Ale Cabral/AGIF)

Há quem defenda a tese de que o clássico contra o Palmeiras foi um divisor de águas para o São Paulo na temporada e não é exagero. Antes de enfrentar o rival o time comandado por Rogério Ceni apresentava um futebol vistoso, ofensivo e que chamou a atenção por ser uma novidade. A partir do Choque-Rei, o desempenho começou a degringolar e os números comprovam a teoria.

O Tricolor fez dez partidas oficiais neste ano até duelar contra o Verdão. Foram sete vitórias, dois empates e uma derrota, com 76,67% de aproveitamento dos pontos disputados. Os números de ataque e defesa, porém, eram os que mais se destacavam. Os são-paulinos marcaram 29 gols (média de 2,9 por jogo) e sofreram 17 (média de 1,7 por jogo). Naquela altura o time era quem mais fazia e mais sofria gols entre os clubes de Série A.

No entanto, havia o Palmeiras, no Allianz Parque, pela frente. A derrota por 3 a 0 não foi por acaso. Sem Cueva, o São Paulo não existiu, teve dificuldades para criar chances no ataque e os mesmos erros (individuais e coletivos) na defesa. O placar poderia ter sido mais elástico, mas as três bolas na rede foram suficientes para o choque.

A partir daquele clássico, o Tricolor fez 15 jogos, com quatro vitórias, sete empates e quatro derrotas, aproveitamento de apenas 42,22% dos pontos disputados. Não foi à toa que Rogério Ceni e seus comandados foram eliminados de três competições em pouco mais de 20 dias.

Nesse período de dois meses e dez dias o São Paulo enfrentou nove equipes de Série A ou estrangeiras, perdeu quatro, empatou quatro e só venceu uma vez, quando derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, no Mineirão. O resultado, contudo, foi insuficiente para evitar a eliminação na Copa do Brasil.

Um ponto importante a ser discutido nessa queda de rendimento é o funcionamento do ataque. Se naqueles dez primeiros jogos a média era de 2,9 gols por partida, nos últimos 15 duelos esse índice é de 1,07 (16 gols em 15 jogos). Estatística quase três vezes menor do que no auge do desempenho, quando se dizia que se a defesa não funcionasse, o ataque resolveria o problema.

Isso parou de acontecer e, surpreendentemente, a defesa passou a sofrer menos tentos. Nas últimas 15 partidas o São Paulo foi vazado 15 vezes, média de um gol por jogo, menor do que aquela de 1,7 nos dias de glória da temporada.

Na hora em que a defesa dá sinais de que pode melhorar, o ataque parece ter emperrado. O alto número de empates indica essa estagnação. Há quase a certeza de que o Tricolor vai sofrer um gol por partida, mas lá na frente marcar em média um tento, não é suficiente para vencer.

Talvez esteja na hora de olhar para esses números e começar a entender os motivos que levaram a essa queda retumbante de rendimento. Ao contrário do que é dito nas entrevistas coletivas do treinador, as estatísticas não são tão favoráveis assim.

Veja os números citados no texto na galeria abaixo:



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