UFC Curitiba mostra o caminho para as arenas



O futebol brasileiro tem enormes desafios para construir um futuro mais rico e desenvolvido que nossa realidade atual. Um deles é a exploração comercial das novas arenas, construídas para a Copa de 2014.

Obviamente que temos muitos elefantes brancos, estabelecidos por aqui assim que as decisões no passado foram tomadas. Governantes sem a mínima ideia da loucura que estavam fazendo, despejaram bilhões de reais em obras faraônicas, desprovidas de qualquer estudo de viabilidade econômica bem feito.

Sem falar na ausência de planos de marketing para atrair conteúdos relevantes (esportivos e não esportivos), empresas patrocinadoras, licenciados para bares, restaurantes e lojas. E principalmente fluxo de pessoas.

Alguns estádios vêm mostrando o caminho contrário desse amadorismo dos elefantes brancos. O sucesso do UFC em Curitiba na Arena da Baixada foi uma grande notícia, já que a arena do Atlético-PR tem seu conteúdo esportivo. Somente faltava essa vocação para atrair grandes eventos.

Segundo estudo da Universidade Federal do Paraná o UFC Curitiba injetou R$ 45 milhões na economia da cidade. Nada menos que 43%, das 42 mil pessoas que estiveram no evento eram turistas.

Foram gerados diretamente R$ 22 milhões com os visitantes e outros R$ 23 milhões em impactos indiretos na economia.

Curitiba é uma das cidades mais ricas do Brasil, com uma população com alto poder de consumo. E precisa entrar na rota dos grandes eventos, sendo eles ligados à esporte, música e entretenimento em geral.

Quanto mais conteúdos relevantes a arena conseguir disponibilizar ao longo de uma agenda anual, mais o clube, seus patrocinadores e a cidade vão ganhar.

Minha definição para a arena multiuso é gerar riqueza por meio de entretenimento. Esse poder é comprovado no papel das arenas dos EUA e Europa, no desenvolvimento de cidades e regiões. Não apenas em valorização imobiliária, mas principalmente gerando renda e riqueza.

Arsenal, por exemplo é o clube que mais fatura com seu estádio na Europa. Os Gunners produzem mais de 130 milhões de euros por ano em matchday. Deste total mais de 35 milhões de euros em receitas além da venda antecipada das cadeiras e ingressos. São 300 dias de eventos para empresas, famílias, grandes shows, exploração de bares, restaurantes e diferentes acordos comerciais e patrocínios.

Esse conceito precisa ser aplicado pelo Atlético-PR, já que suas receitas com a arena são baixas quando excluídos os ganhos de bilheteria e sócios. Em 2015 as receitas de exploração da Arena da Baixada foram de apenas R$ 5,3 milhões.

A arena deveria gerar somente em sua exploração mais de R$ 20 milhões por ano!

CAP

Os camarotes geraram R$ 1,4 milhão, a publicidade e merchandising R$ 1,2 milhão e aluguéis de lojas R$ 687 mil. A melhor receita foi o aluguel para shows e eventos que somaram R$ 1,8 milhão.

O caminho para o Atlético-PR é conseguir ampliar seus ganhos e principalmente inserir definitivamente sua arena na rota de grandes eventos no Brasil.

Esse exemplo do UFC é a prova como é possível retornar ganhos para as cidades, graças a eficiente exploração de arenas em todo o Brasil.



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