Rio 2016 e a autoestima dos brasileiros



Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro mesmo com todas as dúvidas e problemas, produziram um efeito que nem todos imaginavam, o resgate da autoestima dos brasileiros. A cerimônia de abertura, muito elogiada em todo o mundo, mostrou a cultura brasileira e carioca com beleza e criatividade.

O efeito foi avassalador. Esse orgulho de ser brasileiro ficou muito claro nos dias que sucederam a abertura e não apenas no Rio, mas em outras cidades do Brasil. Esse sentimento de orgulho e felicidade da população é um dos principais legados dos megaeventos. Até mais do que a infraestrutura urbana.

Na Copa de 2006 na Alemanha muitos foram os impactos positivos do evento. O futebol alemão cresceu, o turismo se impulsionou e houve uma melhora em infraestrutura, especialmente na antiga Alemanha Oriental.

Contudo, o maior dos legados do evento foi o resgate da população alemã em empunhar sua bandeira e torcer pela seleção. Todos os estudos da época citam esse como o maior legado da Copa para o país.

alemanha

A realização das Olimpíadas no Brasil, depois de uma Copa do Mundo gerou e ainda gera enormes preocupações sobre o volume de dinheiro investido. Qualquer imagem aérea do parque olímpico mostra que o Brasil terá que mudar muito sua política nacional de esporte para viabilizar tudo isso.

Para muitos, os custos da Rio 2016 já superam R$ 40 bilhões. Uma parte, será legado infraestrutural e de mobilidade para os moradores da cidade e que pode sem dúvida contribuir com a melhora da qualidade de vida da população.

Agora o ganho intangível que os megaeventos podem causar na autoestima e sensação de felicidade da população é uma realidade. Os Jogos do Rio conseguiram isso, a cerimônia de abertura conseguiu mexer com os brasileiros e gerar um sentimento positivo para todo o país.

Rio 2016

Por outro lado, as filas, comida e bebida cara, a falta de comida e problemas com criminalidade e mobilidade são a nossa realidade até o momento.

Mas em termos mercadológicos está claro que a autoestima dos brasileiros melhorou com o evento.

Menos vaias, mais aplausos

Estou bastante incomodado com a falta de respeito e espírito olímpico dos torcedores nas arenas olímpicas. O excesso de vaias aos atletas de diferentes nacionalidades mostra como somos mal-educados. Nós brasileiros somos os anfitriões do evento e vaiar um atleta em uma Olimpíada ao invés de aplaudir seu esforço é péssimo. Por isso mais aplausos e menos vaiais nas arenas, por favor.

Rafaela Silva, o ídolo que precisamos

A medalha de ouro da judoca Rafaela Silva emocionou o Brasil. Rafa com seu ouro, sua trajetória e explosão de emoção com a vitória, é o ídolo que precisamos. De origem muito humilde, conseguiu graças ao trabalho da ONG Instituto Reação alcançar o topo do esporte, depois de ser eliminada nos Jogos de Londres 2012 e sofrer inúmeras ofensas, inclusive com atos racistas. Sofreu muito, mas com sua determinação e concentração deu a volta por cima e presenteou o Brasil com nossa primeira medalha de ouro e tamanha emoção. Um ídolo de verdade!

Marta, em seu devido lugar

As mulheres nesses jogos estão arrasando. No futebol as comparações entre o baixo desempenho de Neymar e as ótimas atuações de Marta, suscitaram enormes polêmicas nas redes sociais. Marta, cinco vezes melhor do mundo somente não é tratada como Pelé do futebol feminino no Brasil. Para o mundo ela efetivamente é. Nossa craque sofre da total falta de apoio que a modalidade tem no Brasil. Além disso, o futebol feminino também padece de um enorme preconceito no país, por parte dos torcedores e da mídia. Quem sabe o êxito da nossa seleção e essa adoração pela Marta possam alterar essa realidade.



  • Vicente Alves

    Saudações. A prova de Thiago Pereira. Com os parabéns ao nadador brasileiro e outros nadadores e nadadoras que competem na Rio 16, torna-se evidente o esforço na final dos 200 medley. Caso fosse mais cerebral, talvez disputasse “na batida de mão” a medalha de bronze para o Brasil. Faltou laboratório ao estilo crawl de natação do brasileiro. Nadou muito bem as eliminatórias em outros estilos. O cerebral e bem treinado Phelps, dedicou-se estrategicamente no estilo peito da prova, fazendo a evolução mais submersa, guardando energia para o sprint final do estilo crawl, milimetricamente efetuando a entrada da mão com os dedos afastados, otimizando o rendimento. O metódico estilo e estratégia de prova do campeão, inclusive cada braçada, é meticulosamente avaliado e planejado em centros de treinamento de excelência. O que falta justamente no Brasil : Centros de Treinamento de Excelência, financiados pela iniciativa pública e privada.

  • Vicente Alves

    Saudações. O investimento privado em centros de treinamento em excelência, de diversas modalidades esportivas, pode ser viabilizado , por projeto de lei , que permita aos clubes emitirem títulos em mercado de capitais (Bolsa de Valores) , lastreados em contratos desportivos entre clubes e atletas. Os centros de treinamento em excelência, poderiam otimizar o rendimento dos atletas, de vários clubes, estes, agentes formadores de atletas. Os dividendos dos títulos, inclusive, poderiam envolver direitos de imagem do atleta de alto rendimento, em perfeita sintonia com agenciadores de contratos publicitários esportivos, com empresas. Geraria lucros e dividendos a todos, criando, inclusive, grandes oportunidades de negócios e empregos.

  • Vicente Alves

    Saudações. O investimento público em centros de treinamento de excelência poderia ser viabilizado mediante convênios do governo com universidades, instituições públicas, e centros públicos de treinamento, incentivando, mediante isenções tributárias (impostos) e bolsas de estudo, o acesso a atletas de diversos clubes às instalações e profissionais especializados. Estes ciclos de investimentos, possibilitados por remunerações da iniciativa privada aos atletas, através dos clubes, dão o retorno financeiro aos profissionais especializados no esporte e no treinamento do alto rendimento. A lei da bolsa atleta poderia ser também direcionada a técnicos e profissionais especializados no esporte de alto rendimento. Existem várias universidades, por exemplo, com instalações físicas e profissionais especializados, em função de cursos de graduação , para a criação de centros de treinamento de excelência, em modalidades específicas .

  • Vicente Alves

    Saudações. Formatando o Atleta S/A no ambiente de mídia digital. Com a crescente fidelização proporcionada pela mídia digital aos eventos esportivos, o investimento privado brasileiro poderá democratizar dividendos da formação de atletas ao mercado de capitais, por títulos lastreados em seus direitos de arena e mídia, desvinculados de direitos trabalhistas com os clubes , previstos nos contratos desportivos. Estes ativos podem gerar dividendos em mudanças da legislação brasileira referente ao monopólio atual da Caixa Econômica Federal, nos jogos de azar. A concessão a bancos nacionais e internacionais de apostas, das competições e eventos esportivos poderão criar eventos locais e regionais com padrões internacionais. Não apenas os direitos de mídia, televisiva ou digital, poderão reger direitos de imagem dos atletas. Mas concessões de imagem a permissão de apostas, poderão gerar importantes dividendos em ações no mercado de capitais.

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