Panorama atual do futebol europeu



O recente estudo publicado pela empresa Deloitte da Inglaterra sobre as receitas da temporada 2014-2015 dos times europeus traz algumas conclusões interessantes.

O primeiro ponto que chama a atenção foi a consolidação dos times ingleses, muito beneficiados pelos altos valores do contrato de TV da Premier League e pela valorização da libra frente ao euro. Outro aspecto é a importância da Champions League, que distribui 1 bilhão de euros aos 32 times participantes da principal competição entre clubes do mundo.

Os 20 clubes times atingiram um faturamento de 6,6 bilhões de euros, 8% superior à temporada anterior.

No topo do ranking figuram Real Madrid com receitas de 577 milhões de euros, seguido de muito perto pelo Barcelona com 561 milhões de euros. Ambos se beneficiaram de seus projetos de branding global, investimento pesado em ídolos, ótima performance dos times, direitos individuais de TV, comercialização da marca em larga escala e jogos sempre com 75 mil-80 mil torcedores.

Na sequência aparecem Manchester United com 520 milhões de euros, PSG com 481 milhões, Bayern de Munique com 474 milhões de euros, Manchester City com 464 milhões de euros, Arsenal com 436 milhões de euros e Chelsea com 420 milhões de euros.

PSG e Manchester City desde que foram adquiridos por magnatas árabes cresceram muito em receitas, por méritos na gestão, mas principalmente por conta de patrocínios muito acima do padrão negociados com empresas ligadas à família dos seus donos. O PSG em 2012 nem ao menos figurava entre os 20 maiores times em receitas da Europa e atualmente é a 4ª força financeira. O City em 2010 era o 19º em receitas e agora é o 6º.

O mais interessante é verificar como o futebol inglês se beneficiou dos seus acordos televisivos. Atualmente clubes como Everton e Tottenham Hotspur recebem mais da TV que gigantes como Bayern de Munique, PSG, Inter de Milão e Roma.

Ranking das receitas com direitos de TV- milhões de euros

Direitos de TV

Os clubes ingleses médios hoje disputam atletas com clubes maiores de outros países, mostrando como é importante fortalecer uma competição em termos globais e dividir bem os recursos para os clubes grandes, médios e pequenos.

Esse trabalho da Premier League deve resultar em times mais competitivos e melhores desempenhos nas competições europeias, o que gera mais ganhos, produzindo um círculo virtuoso de geração de receitas.



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