Os motivos para mudar a CBF



A CBF elegeu seu mais novo (velho) vice, o Coronel Nunes.

O novo eleito é só mais um dos muitos incapacitados que chegaram ao topo da CBF. A entidade desde a eleição de Ricardo Teixeira até os dias atuais seguiu um modelo parecido. O grosso do dinheiro arrecadado fica investido na própria entidade e não em sua atividade fim, o futebol.

Pelos balanços publicados em 12 anos a entidade gastou mais de R$ 2,45 bilhões, sendo que deste total  48%, ou R$ 1,18 bilhão foram usados para a manutenção da entidade e seus custos administrativos e salários elevados. Os custos com futebol da CBF no mesmo período somaram R$ 654 milhões, ou 27% das despesas.

Já em 2014 essas despesas de pessoal e administrativas  representaram 57% de todo o gasto da entidade. Quanto mais a CBF aumentou as receitas, menos investiu no futebol proporcionalmente. A participação do futebol sobre a despesa total passou de 61% em 2005 para 17% em 2014.

A CBF não investe pesado no futebol, mas sim em si mesma.

Custos com futebol e participação sobre o total da CBF -Em R$ milhões

CBF

 

Por isso defendo mudanças urgentes na CBF já. A entidade precisa ter em seu comando pessoas qualificadas e preparadas para direcionar os investimentos da entidade para o desenvolvimento do futebol brasileiro, especialmente na base da pirâmide, em projetos de fomento da modalidade nas 5 regiões do Brasil.

Precisamos de uma nova mentalidade na gestão da CBF, com pessoas éticas e profissionais, exatamente o oposto do nosso  atual cenário.



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