Onde estão os novos recursos no futebol brasileiro?



O país vive uma crise econômica sem precedentes em sua história, praticamente todos os brasileiros, de alguma maneira estão sendo afetados atualmente. Segundo economistas houve uma perda de 8% do PIB do Brasil. O futebol não é diferente, mas poderia ser.

Temos exemplos que comprovam que mesmo com crises severas, o esporte consegue crescer acima de outros setores. Já vimos isso ocorrer na crise grave dos EUA em 2008 e 2009, há anos na Espanha com Real Madrid e Barcelona e em outros países europeus como Inglaterra e França. O mercado evoluiu, os clubes cresceram, as receitas surgiram, graças à busca dos novos recursos.

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No Brasil, embora os clubes tenham ampliado suas receitas em 2015, com crescimento de cerca de R$ 620 milhões novos o valor é pequeno perto do espaço para criar novas receitas que podemos ter no Brasil. Simplesmente R$ 552 milhões vieram de transferências de atletas e direitos de TV.

Temos que repensar o marketing dos clubes. É uma nova visão, muito mais criativa e ambiciosa do que esse modelo centrado na busca de grandes e cada vez mais escassos contratos de patrocínio para lotar os uniformes.

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Esses são os caminhos para que os clubes tenham acesso aos novos recursos:

Patrocínios são incorporados a uma visão mais abrangente, como receitas de marketing, que incluem muitas ações, além da venda das cotas de patrocínio, com dezenas de marcas parceiras, grande parte sem aparecer nos uniformes dos times. Essa fonte de receitas é alavancada pelas verbas de ativação das marcas patrocinadoras. Além do patrocínio, outras receitas importantes são a exploração da imagem dos atletas, licenciamento, franquias, ações constantes com o torcedor, ações com empresas, ações promocionais e marketing experiencial.

Bilheteria é parte integrante de um contexto das receitas com estádio, que incorpora a visão das receitas do dia do jogo, como consumo em bares, restaurantes, camarotes, lojas e inúmeras ações de marketing nos estádios. Há ainda outras ações em dias sem partidas e em explorações comerciais das mais variadas.

Direitos de TV são incorporados às receitas de mídia, que incluem receitas publicitárias e promocionais do site oficial, redes sociais, TV no Youtube, além de inúmeras receitas de e-commerce que podem ser desenvolvidas. Projetos em diferentes plataformas que são e realidade e crescerão muito nos próximos anos, como o streaming, mobile e games.

Sócios do futebol tornam-se essenciais para os projetos de marketing, inclusive com patrocinadores e parceiros. São os heavy users e devem ser tratados de forma diferenciada. Precisam ser vistos muito além da mensalidade que pagam, com inúmeras ações promocionais e comerciais, que rentabilizem essa relação. O potencial é que as receitas dos clubes com o sócio torcedor possam dobrar com essas ativações. Sem contar a venda de ingressos.

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Esse ambiente muito mais criativo permite uma melhora nos projetos de marketing dos clubes brasileiros e despertará o interesse de mais empresas de diferentes tamanhos, em busca desses projetos novos, muito mais criativos e profissionais.

Mesmo com o cenário de crise atual.



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