Impacto da violência para os negócios dos clubes



A violência após a partida entre Vasco e Flamengo em São Januário, é apenas mais um capítulo dessa história de mortes que assolam o futebol brasileiro.

O homicídio de mais um torcedor por conta de uma partida de futebol, infelizmente já virou rotina no Brasil e engorda a longa lista de assassinatos ligados ao esporte mais popular do país.

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Segundo levantamento do Lance! já são mais de 300 mortes no futebol brasileiro desde 1988. Um escárnio!

Uma vergonha que em qualquer país civilizado já teria causado uma revolução, com penas duríssimas e cobranças pesadas a0s envolvidos.

No Brasil, país que sobra impunidade e falta punições, infelizmente essas mortes viraram apenas estatísticas.

Esse problema complexo, requer medidas complexas. CBF, federações, clubes e setor público (governos, justiça, segurança pública, etc) deveriam se envolver e pensar conjuntamente em uma saída definitiva para o problema.

Entretanto meu artigo de hoje não tem como objetivo buscar essas soluções, mas sim mostrar os impactos negativos de toda essa violência para os negócios dos clubes.

Sem dúvida são os times brasileiros os maiores prejudicados economicamente com essa violência que assombra o nosso futebol. Quase sempre causada pelas torcidas organizadas.

Alguns fatores:

Baixo público nos jogos

O fator mais direto da violência das torcidas organizadas. O clima de violência afasta o torcedor, que com medo simplesmente não vai aos jogos e muito menos leva seus familiares.

Literalmente são gerações de torcedores que por conta da violência não frequentam jogos de futebol.

O impacto é gigantesco e estádios vazios representam perdas milionárias.

Baixa venda de camisas dos times

O clima de violência do futebol brasileiro afetou outros setores, além das partidas.

O medo que contaminou nossa sociedade fez com que os pais prefiram que seus filhos usem camisas de times europeus do que de times brasileiros.

O risco de apanhar ou ser assassinado fez com que o mercado de vendas de camisas fosse drasticamente reduzido no Brasil.

Sem falar no medo de ir a uma partida com a camisa do seu time. O que é normal em qualquer parte do mundo, aqui infelizmente assombra os torcedores.

Depredação de espaços públicos e estádios

A violência causa um prejuízo enorme para os times que são obrigados a pagar para consertar atos de vandalismo de seus torcedores violentos.

Seja no seu estádio, em estádios de rivais e até em espaços públicos.

Infelizmente os clubes pagam um preço alto por arruaças e depredações.

Perdas de mandos e portões fechados

As punições por conta da violência afetam e muito as finanças dos clubes.

Não poder jogar em seu próprio estádio além das perdas financeiras, também acarretam perdas esportivas, já que o time pode sofrer perdas de pontos por derrotas fora de casa.

Já ter que jogar com estádios vazios impacta e muito na venda de ingressos e redução das receitas com o sócio torcedor.

Afastamento de patrocinadores

Toda essa violência afeta as marcas dos times na busca de patrocinadores, já que as notícias negativas afugentam potenciais marcas, desgastam sua imagem e afetam todo o negócio.

Infelizmente nenhuma empresa quer se associar a experiências violentas e nenhum patrocinador vai expor executivos, clientes e fornecedores a esse risco.

Uso indevido das marcas

As torcidas organizadas não apenas afetam negativamente as marcas dos times com essa imagem de violência e impacto em toda a cadeia produtiva, como também pelo uso indevido da marca dos times.

Os torcedores organizados lucram com vendas de produtos alusivos aos clubes e não repassam um único centavo.

Não há dúvidas dos milhões de reais que são perdidos todos os anos pelos clubes por conta da violência!



  • Paulo Wagner

    O que eu acho que ainda não ficou claro é que não é possível separar o futebol do resto da sociedade. Na verdade, ele é um microcosmo da sociedade brasileira, que é notoriamente violenta. Não dá para esperar que o futebol seja um oásis de civilidade em meio à barbárie geral que impera no país.

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