Falta de inovação no futebol brasileiro



O futebol brasileiro passa por uma série de problemas estruturais, e de mentalidade, que o mantém distante do mundo contemporâneo que vivemos. A sociedade está passando por inúmeras transformações, por conta da tecnologia e da melhora da produtividade.

Os negócios ao redor do mundo que estão crescendo balizam sua atuação utilizando o que de mais moderno e inovador o mercado dispõe. O mesmo vale para times europeus, franquias dos EUA, equipes de automobilismo e diferentes entidades esportivas.

O esporte já percebeu que é necessário inovar para evoluir junto com as novas tecnologias e o grau de exigência do consumidor. E essa inovação não é apenas dentro de campo, mas também na gestão. Para ampliar a produtividade do negócio é fundamental criar novos produtos e expandir a marca para novos mercados

O investimento a ser realizado é pautado sempre em dados, construção de cenários, fatores científicos aplicados ao jogo, dentre tantas possibilidades, E esse novo mundo inovador somente é possível por novas receitas geradas, com esses conceitos de ampliação da gama de produtos e serviços e expansão geográfico do público consumidor.

E aí quando paramos e analisamos a realidade do futebol brasileiro fica claro que estamos distantes, não apenas na inovação e produtividade, mas principalmente por uma mentalidade atrasada e conservadora.

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Muitos clubes já utilizam o sistema de scouting e dados sobre o jogo para tomar decisões técnicas. Contudo, boa parte destes clubes mantém o mesmo modelo de gestão arcaico, com o futebol consumindo boa parte dos recursos, treinadores sendo demitidos ao bel prazer de cartolas não remunerados e jogadores são contratados a peso de ouro sem nenhuma base cientifica.

O futebol no Brasil tem a tecnologia, mas não a inovação, que nada mais é que o ato de mudar antigos costumes. A gestão do futebol brasileiro ficou para trás do resto do mundo, especialmente da Europa e futuramente EUA, exatamente por não ter inovação alguma.

Paramos no tempo, nosso futebol caiu de qualidade, já não produzimos jogadores tão espetaculares assim e nossos clubes e a CBF estão no estágio embrionário do marketing e gestão esportiva atual.

Precisamos criar com urgência estratégias diferentes das atuais para atingirmos melhores resultados.

O futebol brasileiro quer mudar evoluir, mas age da mesma maneira há décadas. Nossos conceitos estão ultrapassados e o mundo moderno não aceita isso e pune quem desrespeita o conceito básico dos dias de hoje: evolução e inovação constante.

                                                     

Finanças do CAM

Vazou no Twitter parte do balanço de 2015 a ser publicado pelo Atlético-MG. As receitas atingiram R$ 244,6 milhões, aumento de 37% em relação a 2014. O bom crescimento deve-se aos R$ 35,6 milhões em transferências de atletas e principalmente pelo alto valor com direitos de TV, que atingiram R$ 113,7 milhões, frente aos R$ 80,4 milhões de 2014. Nesse valor incluem luvas recebidas pelo novo contrato da TV, que melhoraram sensivelmente os números do time mineiro. O clube encerrou o ano passado com um déficit R$ -11,9 milhões, uma sensível melhora frente aos R$ -53,16 milhões de 2014.

 

Padrão de 2015?

O Internacional já publicou em seu site suas contas de 2015 e o resultado também foi bem melhor que em 2014. Os dois principais motivos o aumento das transferências de jogadores e do dinheiro da TV, por conta das luvas. O Colorado obteve receitas de R$ 297,1 milhões, melhora de 45%. As transferências atingiram R$ 94 milhões e os direitos de TV R$ 73,1 milhões. O clube fechou com superávit de R$ 27,6 milhões, frente aos déficits em 2014 de R$ -49,1 milhões.



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