Falência pós megaeventos



A situação atual do Rio de Janeiro, com o caos instalado nas contas públicas é mais uma prova do fracasso que foram os megaeventos para o Brasil. Para sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos o Brasil gastou mais de R$ 70 bilhões.  Um valor astronômico! Sem falar nas inúmeras isenções fiscais.

O país decidiu que iria embarcar em um arriscado jogo, sediar os dois maiores megaeventos do planeta.

A conta, todos sabiam que seria salgada. Políticos, dirigentes esportivos e até parte da imprensa entraram na ilusão criada que precisávamos e merecíamos tal relevância.

Sediar grandes eventos seguidos exige um projeto sério, profissional, altamente orientado para a inteligência da utilização dos recursos públicos.

Além disso a participação ativa da iniciativa privada, aplicação do conceito de efeito multiplicador dos investimentos e o mais importante, o legado.

As mudanças por conta dos grandes eventos podem mudar positivamente uma cidade e um país ou afundá-lo.

parque_olimpico_-_olympic.org

Infelizmente a irresponsabilidade, superfaturamento de obras, corrupção e nenhum respeito aos recursos públicos nos afundou. A falta de recursos para os servidores do Rio de Janeiro contrasta com os R$ 38 bilhões investidos para a realização dos Jogos.

Excesso de gastos públicos em obras que somente surgiram graças à obrigação de receber a Rio 2016. Sem falar nos investimentos privados de empreiteiras envolvidas em denúncias de corrupção.

O impacto de novas receitas com turistas foi insignificante para o tamanho do rombo nas contas públicas. E esse é o ponto. A conta não fechou.

O caso do Rio de Janeiro é mais chocante pois além dos custos com a Copa, teve ainda uma Olimpíada. Mas vale também em diferentes estados do Brasil, que gastaram muito mais do que poderiam com o Mundial.

Atualmente esses estados são as sedes de gigantescos elefantes brancos criados por governantes irresponsáveis. Os recursos públicos utilizados em parcerias com empreiteiras enroladas até o pesco na operação Lava Jato.

Gastamos bilhões de recursos públicos achando que o investimento e os megaeventos sozinhos iriam alavancar nossa economia. Aconteceu o contrário.

Fizemos todo esse investimento e não colhemos até agora um impacto econômico concreto.

 

Isenções fiscais superam R$ 5,3 bilhões

Segundo o site Contas Abertas, a Copa de 2014 produziu um total de R$ 1,5 bilhão em isenções fiscais. Já os Jogos Olímpicos inacreditáveis R$ 3,8 bilhões. Uma irresponsabilidade sem tamanho.

As isenções foram concedidas para FIFA, COI e seus parceiros e em nada contribuíram com o desenvolvimento do país.

Essas isenções deveriam servir para dinamizar setores importantes e não em aumentar o lucro dos organizadores dos eventos e seus parceiros. Um despropósito que resultou no estrago atual.

 

Turismo é a única saída

Os bons exemplos de êxitos econômicos pós megaeventos conseguiram alavancar cidades ou países com o turismo. Os casos de Barcelona e Sidney são ótimos exemplos de Jogos Olímpicos que impulsionaram turisticamente suas cidades.

No caso da Copa do Mundo temos a Alemanha 2006, que efetivamente impulsionou o turismo do país. O Brasil e especificamente do Rio de Janeiro essa é a única saída.

O número de turistas estrangeiros que visitam o país é irrisório. Vivemos quase que exclusivamente de turistas domésticos. O equilíbrio nas contas precisa ser gerado com milhões de estrangeiros que nunca vieram ao Brasil.

O turismo internacional não para de crescer, o mundo já conta com 1,2 bilhão de turistas internacionais e movimenta US$ 1,5 trilhão nas exportações globais. E os megaeventos deveriam ter ajudado a mudar esse cenário.

Mais turistas estrangeiros gerando emprego, renda, divisas e desenvolvimento para o país.



  • nilo

    E quem não sabia que isto iria acontecer??????
    Só esses idiotas que acreditam que eventos são bons para a sociedade brasileira que nem possui água e esgoto em suas casas. A tal galera que vive de “CIRCO”.

  • Gilberto Silva

    O Rio merece, afinal ai se planta ai se colhe!!! Chupa

  • Denilson Antonio Vieira

    É é é do Brasil minha gente.
    Gooooool.
    SÓ QUE CONTRA

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