Esporte Interativo agita os direitos de TV no Brasil



Minha coluna para o Lance de hoje.

O Esporte Interativo (EI) depois de uma longa batalha conseguiu entrar na programação da Net, a maior operadora de TV por assinatura do Brasil. Seus canais entraram também na Claro TV, faltando conquistar a SKY, entre as grandes operadoras.

Essa expansão é fundamental para o canal conquistar um pedaço importante da audiência da TV fechada, que estando fora das grandes operadoras jamais conseguiria. Os ganhos futuros do EI dependem dessa audiência esportiva em TV fechada, tanto pelos assinantes e seu potencial de vendas de Pay per View mas principalmente com publicidade.

A conta é simples, mais audiência gera mais ganhos de publicidade, que viabilizam aquisições de conteúdos relevantes. Hoje o canal detém importantes transmissões de ligas de futebol e dos mais variados esportes. O EI, hoje de propriedade da Turner dos EUA, do Grupo Time Warner um conglomerado de mídia que fatura US$27 bilhões por ano, potencializou financeiramente o EI para as aquisições dos direitos. Além disso o Grupo Turner tem muita força de negociação com as operadoras, já que detém importantes canais com grande audiência na programação.

Com essa nova força o mercado de TV por assinatura no Brasil tem uma verdadeira guerra pela audiência. O Sportv terceira maior audiência da TV brasileira, compete com a ESPN, FOX, Band Sports e agora o EI.

Receitas dos grupos de comunicação – Em US$ bilhões

grupos de comunicação

A Globo hoje tem uma concorrência de grandes grupos estrangeiros atuando no Brasil, disputando os direitos. E com o dólar passando de R$ 4 os valores ficam mais baratos para quem vem de fora.

A imprensa divulgou recentemente matérias sobre reuniões que o EI vem fazendo com os principais clubes sobre os direitos de TV da Serie A. A ideia é remunerar os times nos moldes da Premier League, garantindo um fixo e uma remuneração variável de acordo com audiências e desempenho.

Esse movimento é benéfico para o futebol brasileiro. Na Inglaterra há 6 pacotes com jogos, melhores momentos, pós jogo e esse conteúdo não pode ser adquirido por uma única emissora. Isso beneficiou o mercado como um todo e hoje os 20 times dividem 1,7 bilhão de libras por ano.

Um diferencial do EI é sua atuação nas redes sociais, parte do DNA da marca. São mais de 11,8 milhões de curtidas no Facebook e 1,3 milhão de seguidores no Twitter. E isso pode virar um enorme potencial, numa era de convergência de mídias.

Assim o mercado brasileiro de conteúdo esportivo está mudando. A realidade da Globo ditando as regras já não é mais possível. A disputa com a Fox pela Libertadores já mostrou isso.

E como em todo o mercado, concorrência gera ganhos para os clubes e mais alternativas para o consumidor. Algo extremamente positivo para a evolução do futebol no Brasil.

 



  • Julio Cezar Carvalho

    O canal Esporte Interativo deveria investir mais em seu corpo técnico, contratar jornalistas e comentaristas mais cascudos e renomados no cenário nacional, assim como vem fazendo a Fox Sports. Não que os que estão lá sejam ruins, mas isto atrai mais audiência, Saudações Tricolores Carioca!

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