Eduardo Baptista está certíssimo!



Nessa última semana gerou bastante repercussão uma dura e corajosa entrevista de Eduardo Baptista, treinador da Ponte Preta. Na entrevista coletiva ele foi bastante direto e expôs claramente o momento que estamos vivendo em nosso futebol.

O técnico, filho de Nelsinho Baptista, e que vive e respira futebol há muito tempo, vê uma degradação do principal esporte do país, com casos de ódio, raiva e violência.

Não é de hoje que temos violência e mortes no nosso futebol, inclusive com casos de invasão a Cetros de Treinamento e achaque à jogadores e comissão técnica de clubes em todo o Brasil.

Essa violência muitas vezes pelo fato do time perder uma partida, ou ir mal em uma competição. Atletas profissionais e demais membros da comissão técnica expostos a uma agressão e violência inaceitáveis, em qualquer setor de atividade.

Mas no futebol brasileiro nos acostumamos com isso, como se fosse normal. O maior absurdo foi termos nos habituado com tamanha brutalidade e até barbárie.

Recentemente no Maracanã na final da Copa Sul Americana vimos um cenário de guerra e do que uma massa sem controle e monitoramento é capaz de fazer.

Eduardo Baptista afirmou que pais de família não devem levar seus filhos, filhas e esposas aos jogos nos estádios, pela falta de segurança e garantia que tudo vai ficar bem.

E ele está errado? De maneira alguma!

Muitos defendem que a violência do futebol é fruto da nossa sociedade. Não mesmo! A violência do futebol é infinitamente superior à nossa sociedade.

Nenhuma empresa vai admitir sofrer qualquer tipo de invasão e vai deixar que seus funcionários passem por agressões de qualquer natureza.

Mas os profissionais do futebol podem correr riscos? Está errado, é inaceitável e os principais players do mercado nada fizeram até hoje para mudar qualquer coisa.

O sonho de qualquer pai e mãe que ama futebol e gosta de ir aos estádios é poder levar seus filhos para assistir aos jogos in loco.

A violência das torcidas organizadas, somado ao total despreparo do setor público para lidar com grandes eventos, fez desta experiência um desastre.

E este são os mesmos que invadem CT´s e agridem verbal e fisicamente profissionais do futebol.

Ou encaramos essa realidade de frete, como corajosamente fez Eduardo Batista, ou veremos um futebol brasileiro cada vez mais enfraquecido.

 Violência produz perdas financeiras

Em todas as pesquisas já realizadas no Brasil a violência é de longe a principal responsável para explicar a ausência de público nos estádios. Somente 10% dos brasileiros já foram aos estádios e o maior fator para isso é a violência das torcidas organizadas.

Segundo meus cálculos, as perdas em receitas somente com vendas de ingressos e sócio torcedor superam R$ 500 milhões por ano.

Há ainda perdas ligadas a venda de produtos, já que os pais têm medo que seus filhos andem na rua com as camisas dos seus times, algo em torno de perda de vendas brutas de camisas de aproximadamente R$ 300 milhões.

Há ainda distanciamento de patrocinadores que não tem interesse em ver suas marcas associadas à violência.

Sem falar no absurdo das torcidas organizadas usarem indevidamente as marcas dos times em seus produtos, sem pagar nada e ainda causando prejuízo para sua imagem.

Solução passa pelos clubes

Os maiores prejudicados pelos impactos da violência no futebol brasileiro são os clubes.

Como na Europa são eles que precisam encarar o fato que o evento é seu, os torcedores estão lá por sua causa e que precisam em conjunto com o setor público resolver o problema.

Os clubes precisam saber eletronicamente quem é cada um dos torcedores que entraram em seus jogos, e controlá-los para sempre.

É assim na Europa, precisa ser assim no Brasil.



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