Direitos de TV podem crescer com o recurso eletrônico no futebol



Ao longo de décadas, o futebol se mostrou um esporte extremamente conservador na adoção de novas tecnologias para reduzir erros de arbitragem.

Durante muito tempo, a velha história de que o futebol produz polêmicas para o torcedor debater no bar, na padaria ou em casa, era a justificativa para a não adoção de recursos eletrônicos.

Isso na verdade atrasou o esporte mais popular da terra. Um ótimo exemplo foi o uso recente da tecnologia na arbitragem no Mundial de Clubes da FIFA. A cena do árbitro, correndo de um lado para o outro, mostra como o futebol tem dificuldade de colocar em prática inovações.

As inovações jamais deveriam ter sido implementado em um evento tão importante, sem uma tecnologia adequada à realidade do futebol e muito treinamento para isso. A cena mostrando a identificação de um pênalti, mas não um impedimento, é o exemplo da complexidade desse esporte.

A tecnologia a ser adotada deve ir muito além do lance e da bola e sim olhar várias situações que ocorrem simultaneamente. E os árbitros precisam estar muito bem treinados para não prejudicar a partida.

Muitas modalidades incorporaram recursos eletrônicos e inclusive os incluíram nas regras para que treinadores possam utilizar, sem prejudicar o espetáculo e sua esportividade.

Na NFL o árbitro não apenas utiliza a tecnologia como fala para 80 mil torcedores no estádio e para milhões na TV, sobre suas decisões mais controversas.

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Uma competição, os bilhões de dólares envolvidos e o duro trabalho dos times não podem ficar suscetíveis ao erro humano. Clubes de futebol na Europa tem orçamentos anuais de 500 milhões de euros e podem atualmente, ver tudo ir por terra, por erros humanos.

Por isso o futebol precisa encontrar uma maneira de ter definitivamente o recurso eletrônico para auxiliar a arbitragem. O grande desafio é criar isso, sem perder a dinâmica do jogo.

Enquanto os torcedores de futebol estão acostumados com os 90 minutos de bola rolando e apenas um intervalo de 15 minutos, muitos esportes já foram pensados exatamente em um formato mais atrativo, para que a TV possa faturar mais.

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Ótimos exemplos de como as modalidades já pensam em formatos que agradam às emissoras de TV, sem que afete a audiência é o basquete em quatro quartos e as inúmeras paradas dos jogos da NFL.

E nem por isso com baixas audiências. Superbowl, a final do futebol americano, apresenta 43 pontos de audiência nos EUA, são mais de 110 milhões de pessoas. Jogos normais e finais de conferencia da NFL tem altíssimo valor, por suas enormes audiências.

As paradas permitem que as emissoras ofereçam aos anunciantes mais oportunidades de contato com os telespectadores, que no futebol.

Assim, além de reduzir o risco de erros humanos, o recurso eletrônico para a arbitragem fará com que clubes de futebol e competições possam aumentar seus ganhos com direitos de TV.

Quanto mais as emissoras puderem faturar, mais recursos poderão pagar para os times.

Menos erros e mais dinheiro.

No futebol as paradas serão valiosas

Seguramente o uso de tecnologia para reduzir erros de arbitragem no futebol não será como em outras modalidades. Assim, as paradas serão raras e toda a audiência estará focada naquele momento. Assim, sem sombra de dúvida essa pausa poderá render muito dinheiro para as emissoras.

As audiências não são do momento do intervalo ou depois da partida, mas sim no jogo em si, provavelmente em um momento crucial.

Essa parada culminaria com picos de audiência televisa, aumento de faturamento com anunciantes e mais dinheiro em recursos de TV.

O segredo será conseguir manter o dinamismo do jogo, com suas características particulares, sem perder a chance de faturar mais.

 



  • Belo

    A velha mania de querer comparar com país de 1º mundo não acaba nunca

  • Leonardo

    As evoluções das receitas apresentadas não provam em nada que estão ligadas às tecnologias. É uma teoria totalmente vaga e infundada. Sem contar que o futebol é de longe o maior esporte do mundo, basquete e futebol americano não chegam nem perto nesse quesito. Logo, eles é que deveriam estar preocupados em se aproximar do futebol, não o contrário.
    A questão dos valores praticados no esporte americano não tem nada a ver com a tecnologia ou modelos de jogos propícios a isso e qualquer pesquisa básica na internet hoje em dia nos diz facilmente o que faz o mercado esportivo americano ser realmente o que é.

  • Joao Vitor Gatzk

    hahahahaha boa sorte na vida Leonardo e Belo, vcs sao ignorantes pra cacete. abs

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