A culpa não é do Dunga



O fiasco com eliminação precoce do Brasil da Copa América Centenário dos EUA e a demissão de Dunga e Gilmar Rinaldi é a única atitude que se esperava do atual comando da CBF. Acreditar que a mudança de treinador e gestor de seleções, assim como ocorreu com Felipão após o fiasco contra a Alemanha, resolverá nossos profundos problemas é no mínimo ingênuo.

7×1 na Copa

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Todos os brasileiros sabem que o problema está na cúpula da CBF e não é de hoje. A gestão de Ricardo Teixeira trouxe títulos, mas um modus operandi similar ao que temos desde Marin e agora com Del Nero. Viramos um saco de pancada de seleções cada vez mais fracas.

Eliminação da Copa América no Chile

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Eliminação da Copa América nos EUA

Members of Peru's national team (in red) celebrate after defeating Brazil in their Copa America Centenario football tournament match in Foxborough, Massachusetts, United States, on June 12, 2016. / AFP PHOTO / Timothy A. CLARY

A contratação de Leonardo e a possível vinda de Tite não trazem qualquer otimismo. A presença do novo executivo, ainda que pareça positiva, pode culminar com o desgaste de seu nome para um futuro projeto de mudança efetiva no nosso futebol. Ambos podem por conta do ambiente que se inseriram serem os responsáveis pela inédita ausência do Brasil em uma Copa do Mundo.

Como o Brasil não tem uma liga nacional de futebol profissional, a CBF é culpada duplamente. Pelo que fez com nossa seleção e o que está fazendo com o futebol brasileiro, especialmente os clubes.

O duro editorial de Galvão Bueno no Jornal Nacional de segunda-feira caiu como uma bomba no mercado. Pela primeira vez a emissora se posicionou diretamente contra o atual mandatário da entidade máxima do nosso futebol.

Esse cenário deveria servir de oxigênio para os 40 clubes das Séries A e B. Os grandes clubes do futebol brasileiro podem e devem se posicionar. O momento é de mudança e o atual colégio eleitoral da CBF é o caminho. Os 40 clubes são mais representativos que as 27 Federações.

27 40

Entretanto o silêncio insuportável dos clubes nesse momento é a fotografia atual do nosso mercado, em que cada um somente está preocupado com seus próprios interesses. Veja o caso da Primeira Liga, não conta com o apoio de Vasco e Botafogo e dos 4 grandes paulistas única e exclusivamente por interesses políticos. Como pensar em uma Liga Nacional, se boa parte dos clubes estão umbilicalmente associados às Federações

Por exemplo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos, alinhados com Marco Polo del Nero estão minando o desenvolvimento do nosso futebol. Os presidentes dos clubes não têm ideia do mal que estão causando aos seus próprios clubes e a seus torcedores, que dizem tanto amar.

Como imaginar uma profunda profissionalização do nosso mercado nessa realidade? As mudanças que precisamos de forma urgente são na CBF. Mas temos que acabar com esse poder que as Federações exercem sobre nossos clubes.

O único caminho: Um novo perfil de presidente para os clubes, bem diferente dos citados no texto.

A bola está com os sócios e conselheiros. Em suma, os únicos que tem o poder para mudar tudo.



  • José Carlos Alves Praça

    E o eixo do mal, como falamos aqui no SUL continua mandando mesmo no futebol, já que curintia, parmera, bambis e a baleia se alinham com o del nero. Nunca vai haver uma mudança radical no futebol brasileiro se estes clubes não acordarem para a vida. Os clubes da séria A precisam se mobilizar, dar um murro na mesa e exigir mudanças urgentes para o bem do futebol brasileiro.

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