Clubes europeus, cada vez mais ricos e equilibrados



As últimas semanas têm sido intensas na publicação de estudos sobre a economia e as finanças do futebol europeu. Estudos das empresas KPMG, Deloitte e da própria UEFA mostram um futebol na Europa movimentando cada vez mais dinheiro.

E desde a implementação do Fair Play Financeiro por parte da UEFA, este é o melhor momento em termos de equilíbrio nas finanças e redução de prejuízos dos times.

De acordo com o estudo anual da UEFA, que analisa os maiores clubes de futebol do continente, esses times faturaram em 2016, 18,5 bilhões de euros, frente aos 16,9 bilhões de 2015 e 15,9 bilhões de 2014.

O crescimento do futebol na Europa é infinitamente superior à média dos países europeus.

Na última década o ritmo de crescimento é de aproximadamente 1 bilhão de recursos novos por ano. Em 2016 este crescimento foi ainda mais acentuado e alcançou 1,6 bilhão novos, realmente impressionante!

O futebol está gerando cada vez mais recursos e isso está diretamente associado à profusão de novas oportunidades, especialmente com a mídia, patrocinadores e vendas de produtos.

A globalização do futebol e todo seu poderio midiático e comercial pode ser percebido nos números.

Os direitos de TV domésticos movimentaram 6,3 bilhões e os valores oriundos da UEFA outros 1,9 bilhão de euros. Assim a TV é responsável por 8,2 bilhões de euros.(44% do total).

Os patrocínios geram 4,4 bilhões de euros e vendas de produtos 1,7 bilhão de euros, totalizando 6,1 bilhões em marketing. (33% do total).

Os estádios são responsáveis por mais 2,8 bilhões (15% do total). Os 1,4 bilhão restantes são de outras receitas.

Chama a atenção a força do futebol inglês, que além de ser o que mais fatura, é disparado o que mais gasta com salários e contratações, muito mais que os demais.

Em 2016, enquanto os times da Premier League gastaram 3,1 bilhões de euros em salários, os espanhóis 1,4 bilhão de euros e alemães 1,3 bilhão.

Assim, o faturamento só cresce e diferente de outros momentos, o controle financeiro dos clubes, por conta do Financial Fair Play permitiu que apresentassem o melhor resultado líquido de todos os tempos.

Os clubes encerraram 2016 com prejuízos somados de – 269 milhões de euros, frente aos -323 milhões de 2015 e -490 milhões de euros de 2014.

No pior momento identificado pela UEFA, assim que a nova regulação entrou em vigor, os prejuízos dos times eram de 1,7 bilhão de euros.

Portanto o Fair Play financeiro foi responsável por uma redução de 84% das perdas.

É um resultado extremamente positivo, provando que uma regulação de controle dos prejuízos líquidos é o único caminho para um futebol mais rico, não apenas em novas receitas, mas principalmente em seu controle financeiro.

Riqueza está cada vez mais concentrada

Segundo estudo da Deloitte, os 20 times europeus com maior faturamento movimentaram em 2017 um total de 7,9 bilhões de euros em receitas, contra os 7,4 bilhões de euros de 2016.

Somente com direitos de TV estes TOP 20 geram mais de 3,5 bilhões de euros. As receitas de marketing superaram 3 bilhões de euros e os estádios outros 1,3 bilhão de euros.

E dentre estes times mais ricos há enormes diferenças.

Os que mais faturam como Manchester United, Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City já movimentam infinitamente mais recursos que clubes como Atlético de Madrid, Leicester City ou Inter de Milão, que também figuram entre os times com maior faturamento do continente.

Este é um processo irreversível de consolidação financeira de grandes marcas globais, frente a clubes médios, que crescem, mas estão a cada dia mais distantes destes gigantes.

Os recursos estão evoluindo, mas estão concentrados nas mãos de poucos times.



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