Chapecoense, a grande vitoriosa de 2017



O Campeonato Brasileiro da Série A terminou e já sabemos quais os times que se classificaram para a Libertadores da América e Copa Sul-americana, bem como aqueles que foram rebaixados.

Sem sombra de dúvida de todos os times brasileiros a Chapecoense é a grande vencedora desta temporada que está acabando.

Obviamente não estou minimizando o sétimo título nacional do Corinthians ou a terceira conquista da Libertadores do Grêmio. Mas a Chape é o time mais vitorioso do Brasil atualmente.

Após a tragédia no ano passado, duvido que alguém em sã consciência imaginaria que o clube catarinense se sagraria campeão estadual poucos meses após o acidente e muito menos um dos times classificados para a Libertadores de 2018.

Todos falavam de uma lenta e gradual reconstrução e que talvez o time nunca mais seria o mesmo. Outros até defenderam que fosse ajudado pela CBF, para que não fosse rebaixado.

A realidade foi bem diferente. A reconstrução foi rápida e o time após o maior desastre aéreo de um time brasileiro, sagrou-se bicampeão de Santa Catarina.

O time se mostrou competitivo na Série A e aos poucos garantiu sua sobrevivência na primeira divisão.

E aí veio essa última rodada deste fim de semana e a vitória de 2×1 sobre o Coritiba, colocou-a na Libertadores. E ainda decretou mais um rebaixamento do clube paranaense.

A Chape após uma tragédia ficou à frente na Série A de times muito mais ricos e tradicionais como Atlético-MG, Botafogo, Atlético-PR, Bahia, São Paulo, Fluminense, Sport e Vitória.

O clube ficou somente dois pontos atrás do Flamengo, que tem um faturamento quase sete vezes maior que o seu. Apenas para poder contextualizar, a Chape tem um orçamento do seu departamento de futebol de R$ 50 milhões.

O clube gasta anualmente quase seis vezes menos que o campeão Corinthians, cinco vezes menos que o Atlético Mineiro, Palmeiras e São Paulo.

Sem dúvida a Chapecoense é o grande vencedor da temporada 2017 do futebol brasileiro. E de quebra ainda mostrou muito mais eficiência que muitos times com orçamentos gigantescos e que se mostraram ineficientes.

Realmente depois de tanto sofrimento é hora de comemorar!

Tragédia internacionalizou a marca da Chape

Segundo estudo recente da empresa alemã Result Sports a Chapecoense é o sétimo time brasileiro em número de seguidores nas redes sociais. A empesa consolida todas as plataformas digitais.

A Chape obteve 5,9 milhões de seguidores, ficando à frente de times como Cruzeiro, Vasco da Gama, Atlético Mineiro, Sport, Fluminense, Botafogo, Bahia, Atlético-PR, Coritiba e Vitória.

O time catarinense, depois da tragédia, ganhou uma nova dimensão, tanto no Brasil, como no exterior. Do total de seguidores da Chape nas redes sociais, 34% vem do exterior.

Possivelmente é o time com mais fãs fora do território brasileiro.

Processos das famílias assombram o clube

Se pelo lado esportivo o ano da Chape foi um sucesso e a marca do clube após a tragédia ganhou uma nova dimensão, nem tudo são flores atualmente.

O milionário processo movido pelas famílias dos atletas e comissão técnica a assombra. Ninguém sabe o que vai acontecer, mas se de um lado a Chapecoense está procurando seguir a vida adiante, de outro há dezenas de familiares das vítimas que perderam seus entes queridos na tragédia e que vão buscar ressarcimento na justiça.

O clube enfrentará uma batalha nos tribunais e pode sofrer pesadas perdas financeiras, que dependendo dos valores em questão, podem inviabilizar sua existência.

Essa justa luta das famílias por suas indenizações pode afetar profundamente a operação do clube catarinense. As receitas cresceram 60% de 2015 para 2016, mas seu patrimônio líquido é de apenas R$ 10 milhões.



  • Julio Cezar Carvalho

    Longe de mim querer contestar a competência da diretoria da Chapecoense, mas não podemos deixar de levar em consideração que nunca na história do futebol os outros clubes se fecharam tanto em prol de um clube como aconteceu com a Chape, além da ajuda de clubes do exterior.
    Eu espero que não, mas tenho comigo que com este imbróglio com os familiares das vítimas vai fazer com que toda aquela consternação se esvaia com o tempo, pois é notório hoje que a mídia já dá mais atenção às lamentações das famílias das vítimas do que propriamente ao clube.

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