Champions 2017-18: a vez dos novos ricos?



Nessa semana teve início mais uma UEFA Champions League. A competição mais valiosa do futebol mundial começou já com grandes confrontos e promete ser uma das mais disputadas e ricas da história.

Segundo dados da UEFA a competição vai distribuir 1,3 bilhão de euros em premiações aos times participantes. O título vale 15,5 milhões de euros e o vice campeonato 11 milhões de euros.

Champions 2017

Nesse ano seguramente teremos também uma disputa particular entre as forças tradicionais do futebol europeu, contra os considerados novos ricos como Manchester City, PSG e Monaco.

Está claro que ao longo dos anos se intensificou muito o investimento de magnatas em times de futebol e estes novos ricos do futebol europeu estão conquistando espaços, antes dominados pelas forças tradicionais.

Na Inglaterra, por exemplo, enquanto o Chelsea, comprado em 2003 pelo russo Roman Abraomivich já conquistou cinco títulos da Premier League e uma Champions, o Liverpool, segundo mais vitorioso time inglês da história amarga um jejum de títulos.

Os Reds nunca conquistaram uma Premier League, criada em 1992.

O mesmo vale para o Manchester City, time comprado em 2008 pelo magnata árabe Mansour bin Zayed, que desde a aquisição já conquistou dois títulos ingleses, algo que não acontecia desde a temporada 1967-68.

Analisando a história de ambos, está claro que os títulos conquistados por Chelsea e Manchester City na era dos seus donos multibilionários foi muito maior do que todo o período histórico anterior.

Situação similar vive o mais novo integrante do grupo de novos ricos do futebol europeu, o PSG, de propriedade de outro magnata árabe, Nasser Al-Khelaifi. Desde a aquisição em 2011, o time de Paris conquistou quatro títulos franceses, depois de um jejum de uma década.

O time conquistou mais títulos do campeonato francês nesses anos sob propriedade de seu magnata, do que em toda a sua história anterior.

O PSG é apenas o sétimo time francês em quantidade de ligas conquistadas.

Portanto está claro que essa realidade é uma nova era do futebol europeu, em que magnatas injetam recursos desproporcionais em times médios e os transformam em verdadeiras potências futebolísticas, ocupando espaços inclusive de grandes times tradicionais, que muitas vezes não tem o mesmo aparato financeiro.

Essa será a Champions League 2017-18, a competição que vai colocar frente a frente mais uma vez essa realidade, as forças tradicionais contra os times dos magnatas.

Excluindo o Chelsea,  campeão europeu em 2011-12, todos os outros times de bilionários ainda sonham com esse título tão valorizado.

Para os bilionários donos ganhar suas ligas domésticas é muito pouco. Eles precisam conquistar a Europa, algo que definitivamente não é para qualquer um.

Para o PSG a Champions é uma obsessão

Sem dúvidas, entre todos os novos ricos do futebol mundial, o francês PSG enxerga na Champions como o único caminho para se viabilizar. Vejo a trajetória do time muito parecida com o que ocorreu com o Chelsea.

O time inglês precisava conquistar a Europa para se valorizar, aumentar a sua base de torcedores, atrair mais patrocínios, enfim se transformar em um gigante do futebol europeu.

Para os franceses a situação é ainda mais drástica, já que a liga francesa é disparada a mais fraca entre as grandes ligas europeias, e o time não pode viver de aportes de empresas amigas do seu dono.

Se o título da Champions não vier, todo o seu projeto megalomaníaco pode naufragar.

E colocar em risco inclusive sua existência, já que uma severa punição da UEFA por fraudes no Financial Fair Play pode reduzir o time a apenas um importante time francês.

Muito pouco para quem recebeu investimentos de mais de 800 milhões de euros em seis anos.



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