Antecipando as finanças dos clubes em 2017



O ano de 2017 é de extrema importância para o futebol brasileiro em termos financeiros.

Nos últimos anos os balanços dos clubes brasileiros foram inchados com recursos extraordinários, aqueles que não se repetem a cada exercício.

Em 2015, por conta do PROFUT, os clubes ao invés de fechar com déficits de mais de R$ -500 milhões, apresentaram superávits de R$ 173 milhões.

Tudo isso por conta dos descontos obtidos em suas dívidas com o Governo Federal. Receberam mais de R$ 700 milhões como receitas financeiras.

Já em 2016 os dados foram inflados pelo recebimento de luvas de direitos de TV. Globo e Esporte Interativo anteciparam receitas de um contrato que se inicia somente em 2019.

Os clubes já gastaram boa parte dos recursos, que deveriam ter sido contabilizados pelo tempo do contrato e não de uma só vez.

Assim, as receitas dos times saltaram de pouco mais de R$ 4 bilhões em 2015, para mais de R$ 5 bilhões em 2016, tudo por conta destas luvas.

Portanto o ano de 2017 é fundamental para entendermos a real situação financeira dos times.

Infelizmente nossos clubes mostraram números inflados por eventos extraordinários, fazendo com que os dados de 2017 sejam muito mais próximos da realidade.

Alguns clubes já disponibilizam em seus sites dados preliminares que possibilitam algum entendimento de seus números do ano passado.

Pelos dados preliminares dos times haverá redução nas receitas com TV, pela ausência das luvas registradas em 2016. Assim, muitos terão que elevar muito as outras receitas para apresentar crescimento.

Alguns dados:

Flamengo

Encerrou 2017 com faturamento recorde do futebol brasileiro e das Américas, atingindo R$ 633 milhões, crescimento de 24% em relação a 2016. Por conta da venda de Vinicius Junior as receitas com transferências atingiram R$ 198 milhões e sem as transferências a receita foi de R$ 435 milhões. Já os custos com futebol atingiram R$ 350 milhões, fechou o ano passado com superávits de R$ 155 milhões e Patrimônio Liquido positivo, depois de décadas.

Palmeiras

Atingiu a maior receita de sua história, com R$ 481 milhões, muito em função das luvas do Esporte Interativo, além dos altos patrocínios e elevada receita com sócio torcedor e estádio. Os custos com futebol atingiram astronômicos R$ 409 milhões e fechou o ano com superávits de R$ 57 milhões.

Corinthians

O campeão brasileiro de 2017 infelizmente não publicou balanços mais atualizados que dos primeiros seis meses do ano. Pelos dados está claro que verá suas receitas caírem muito, frente a 2016. No ano do heptacampeonato brasileiro as receitas foram de menos de R$ 300 milhões. Pelas minhas contas a queda pode superar 40%. Os custos com futebol continuam acima dos R$ 200 milhões e o clube deve encerrar com altas perdas, superior a R$ -60 milhões.

 Grêmio

O campeão da Libertadores vai apresentar melhora em seus números, especialmente de novas receitas. O clube gaúcho deve encerrar 2017 com receitas acima de R$ 350 milhões, aumento de apenas 7% graças ao título da Libertadores, vice do mundial interclubes e aumento do quadro social. Na comparação com 2016 o crescimento não foi elevado, por conta do registro integral das luvas da Globo. Os custos com futebol superaram R$ 220 milhões e tem tudo para fechar o ano no azul.

Santos

Deve encerrar 2017 com receitas acima dos R$ 300 milhões, muito em função das transferências de atletas. Os custos com futebol superaram R$ 220 milhões e o clube deve encerrar o ano com superávit.

Internacional

O clube que volta da Série B encerrou 2017 com receitas de R$ 240 milhões, frente aos R$ 293 milhões de 2016. Os custos com futebol superaram R$ 150 milhões e deve encerrar o ano com perdas de mais de R$ -50 milhões.



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