Vai começar a festa. Que venham as provas clássicas do ciclismo!! - Solta o freio

Vai começar a festa. Que venham as provas clássicas do ciclismo!!



Com a “Omloop Het Nieuwsblad” na Bélgica começa nesse sábado as provas clássicas do ciclismo que todo ano acontecem do fim de fevereiro a abril. Para mim a melhor época do ano para assistir ciclismo de estrada profissional.

São provas fantásticas e duríssimas. Nada de 3 horas de enganação e 10km de competição “mesmo” até o sprint das provas no deserto do oriente médio.

São provas com temperaturas baixas ou baixíssimas. Vento ou muito vento. Estradas estreitas e todo tipo de piso; asfalto, paralelos e estrada de terra. Subidas curtas, ingrimes, mas dificilmente um trecho plano. Sempre algum tipo de dificuldade, km após km. Se chover então é festa, mas só para quem assiste. Os esqueléticos escaladores das grandes voltas dão lugar aos que geram enorme potência bruta, por horas sem parar. Dificílimo acertar o ganhador, pois vários ciclistas podem estar na seleção final. Quase impossível ter uma equipe dominando a ponta do pelotão como acontece nas grandes voltas e consequentemente dificilmente assistimos uma prova chata. Desde os últimos 50km ou 40km, saindo fuga atrás de fuga, com reais chances de sucesso. Buscam uma fuga e em seguida sai outra e é bem comum os grupos da ponta estarem pulverizados em vários grupos de 3 e 4 ciclistas.

Muita coisa pode dar errada como por exemplo simples furos de pneus nos paralelos, que nessas provas tem um peso mortal, pois com as estradas estreitas e o pelotão todo espalhado demora muito até chegarem os carros de apoio. A cada setor de paralelos ou subida ingrime uma disputa enorme pela ponta do pelotão. Isso sempre acaba em quedas e mais uma vez o pelotão espalhado. Isso acontece várias vezes e a dinâmica das provas é incrível.

Os paralelos da Bélgica são mais “simples”, mas na maioria em subida de 20% de inclinação. Já Paris-Roubaix não tem ladeiras, mas os piores paralelos do calendário. Stade Bianche com seus trechos de estrada de terra através da Toscana e a chegada em Siena. Provas de 6 horas que são verdadeiras torturas. Com certeza os top 10 passam a ser considerados como verdadeiros guerreiros. Inclusive entre os próprios ciclistas do pelotão.

E a torcida? São fãs realmente de carteirinha. Chova ou faça sol estarão lá aos milhares. Lotam as estreitas estradinhas no meio do nada. Contagiante.

Então vamos começar pelo começo. Omloop no sábado terá seu trajeto alterado. Os últimos 40km serão exatamente iguais aos usados na prova mais importante belga; Tour de Flandres, que hoje em dia utiliza outro trajeto final. Quem quiser ver como serão os últimos 40km basta assistir os mesmos últimos 40km no youtube do Tour de Flandres 2010;

e 2011;

Vale observar que a de 2010 é a famosa polêmica que insiste que o Cancelara teria usado um motor(?!) para distanciar o local e idolatrado Tornado Tom Boonen numa das mais famosas ladeiras do ciclismo(Kapelmuur), a 16km da chegada, sem nem ter que levantar do banco.

No domingo teremos a “Kuurne-Bruxelles-Kunrne”. Todos que sobrevivem a Omloop correm no dia seguinte. O percurso é bem mais “simples” e as chances de um sprinter ganhar aumentam. Até porque a maioria está chamuscada do dia anterior para conseguir um ataque demolidor.

Fica a dica. Se por acaso não consigam assistir a Omloop nesse sábado NÃO percam Strade Bianche no sábado que vem. É simplesmente fantástica!



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