Tour; analisando os melhores e piores - Solta o freio

Tour; analisando os melhores e piores



Vamos a analise desse Tour;

– Melhor escalador; Thomas(Sky).

Ele não é um escalador nato, mas quando ele realmente ficou para trás? E ainda ganhou 2 etapas de montanha. Ou seja, 2 vezes mais que o Froome ano passado.

– Melhor Sprinter; Sagan(Bora).

Achei o Gaviria e o Groenewegen com mais velocidade, mas ver o Sagan fazer 11 top 10 e mesmo assim vê-lo escalar duas montanhas categorias 1 junto do pelotão para ajudar seu companheiro de equipe Majka, que TODO mundo sabe que não vai a lugar nenhum, realmente faz dele adorado pelo seus fãs, assim como seus parceiros de equipe.

– Maior fracasso; equipe Movistar como um todo.

Foi para isso que não levaram um dos capitães para o Giro de Itália? Ganharam como melhor equipe, mas certamente a idéia dos “3 amigos” não serviu para nada. Pior, devem repetir em 1 mes na Vuelta da Espanha.

– Maior surpresa; Roglic(Lotto-Soudal).

Não é novidade seu potencial, mas disputar o pódio na 3ª semana ainda era uma incógnita. Como seria sua recuperação dia após dia? Não temos mais dúvidas. Exatamente o que faz um candidato a GC ter chances reais num grand tour.

– Maior decepção; os sprinters.

Todos sabiam que as 3 etapas seguidas nos Alpes seriam duras, mas nada diferente aconteceu para simplesmente não conseguirem chegar dentro do limite de corte..

– Mais combativo; Bardet(AG2R).

Difícil escolha entre ele e o D. Matin(UAE), mas vou de Bardet porque não tem medo de atacar a Sky e mesmo sabendo que sua equipe é bem inferior sempre iniciou as ações arriscando sua equipe. Até com oLatour, que disputava a camisa branca. Andou solo no ataque tanto quanto o Martin, mas não conseguiu sua vitória de etapa como o Martin. Para um escalador foi muito bem no contrarrelógio, sendo o melhor dos escaladores(+1m56seg). Sempre fazendo com “panache”.

– Maior revelação; Alaphilippe(Q-Step).

Que ano! Primeiro a vitória na clássica La Flèche Wallone finalmente desbancando o eterno favorito Valverde(Movi). Agora, ninguém esperava camisa de bolinha do Tour de France e merecidamente. Sensacional!

– Melhor equipe; equipe Sky.

Gostaria de dizer Lotto-Jumbo, pelo que fizeram com o que tem, mas por mais que eu não goste tenho que admitir mais uma vez que a Sky. Foi a melhor e a que ditou a prova.

– Melhor etapa; Paralelepípedos é sempre bom e arriscado para os GCs, mas a etapa 19(Laruns) com o d’Aspin, Tourmalet e Aubisque e 200km foi realmente boa. Quase 5.000mts de altimetria e bastante disputa entre os GCs.

– “MVP”; Bernal(Sky).

Eu achava que a equipe não colocaria um garoto de 21 anos na sua 1ª volta de 3 semanas, mas certamente seus números, seus watts devem estar sensacionais. Não só foi bem nas 3 semanas, que já é incrível, mas foi o último gregário das montanhas. Uma posição de extrema confiança, especialmente numa equipe com tantas escolhas. Sem dúvida é responsável pelo 3º colocado do Froome.

– Melhor momento; Amador(Movi).

Ao sobrar da fuga e tendo trabalhado até explodir para o Landa, voltou até o grupo perseguidor que não tinha nenhum companheiro de equipe. Mesmo assim, fez questão de oferecer tudo o que tinha; gels, caramanholas e o que tinha nos bolsos. Esse é um dos gestos que não é comum em todos os esportes e que NÃO passa despercebido entre todo do pelotão..

-Melhor twitt/post; Kwiatkowsky(Sky) após a última etapa..

Nota para esse Tour; 6

Contras;

– É verdade que quem faz a disputa pelas etapas são os ciclistas, mas o design tem que ajudar. De novo muitas etapas planas, praticamente a 1a semana inteira e o que é pior, em sequência monótona. Tem que haver etapas para os sprinters e de ligação, mas sem nem um calombo para dar algum tipo de chance para os oportunistas desafiarem o pelotão e as equipes de sprinters fica extremamente monótono.

– Nenhuma etapa de montanha nos fins de semana. Essa a ASO, organizadora da prova, se superou.

– Largada em “grid” da etapa 17 não serviu para absolutamente nada.

A favor;

– Briga pela camisa amarela para falar a verdade foi boa. Briga entre excelentes contrarrelogistas nas montanhas não emociona tanto assim, mas só ver briga entre alguns(!!) GCs já foi bem melhor que anos passados.

– Etapa 17 curta de 65km. Funcionou, mas funcionará melhor ainda se for imediatamente após outra etapa de montanha longa e dura. Dessa vez a etapa anterior foi longa, mas faltou a chegada no alto para minar mais ainda os gregários para o dia seguinte.

– Etapa de paralelos é SEMPRE bom. Principalmente se usarem os trechos com mais dificuldade, como esse ano. O risco é perder alguns GCs, mas testar os ciclistas em todo tipo de terreno faz parte de ser o “melhor” numa grande volta.

Resumo;

Por enquanto o padrão de contrarrelogistas(Froome, Dumoulin, Thomas, Roglic) que conseguem subir com os melhores escaladores realmente veio para ficar por mais alguns anos. Talvez se a quantidade de contrarrelógio individual seja dividida entre plano e de montanha melhore as chances, mas realisticamente só com a próxima geração de escaladores como E. Bernal(Sky) a disputa pode ter outra dinâmica. Até lá os super-passistas passarão fome para ficarem o mais leve possíveis e controlarão a prova com ritmo constante e intenso nas montanhas e pularão na frente fora do alcance nos contrarrelógios. Tirando A. Contador, A. Schlek e C. Sastre nos últimos 20 anos esse foi o “modelo” que deu certo…



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