Revendo a temporada 2017 - Melhores do ano - Solta o freio

Revendo a temporada 2017 – Melhores do ano



Com o fim da temporada 2017 do pelotão profissional de ciclismo de estrada chega a hora de tentar resumir o que de melhor e pior aconteceu. Para isso listei aleatoriamente categorias que pudessem destacar os melhores momentos e desempenhos. Então vamos lá; 

Melhor ciclista;

Chris Froome(Sky). Ganhar 2 voltas de 3 semanas no mesmo ano é extremamente difícil. Não ganhou nem disputou a liderança de mais nada importante no ano, mas ganhar o “Tour de France” e “Vuelta a Espanha” foi sensacional. Mesmo para ele.
Melhor Sprinter;

Fernando Gaviria(Q-Step). Ao contrário do Marcel Kittel(Q-Step), o colombiano ganhou Sprint subindo, no plano, contra medalhões, a camisa de pontos do Giro, foi muito bem nas clássicas e só tem 23 anos. 2018 terá tremenda responsabilidade assumindo tão jovem o papel do  Kittel na Quick-Step.
Melhor ciclista de provas clássicas;

Greg Van Avermaet(BMC). Só pela vitória na “Paris-Roubaix” já valeria, mas também ganhou “Omloop et Nieuwsblad“ e “E3 Harelbeke”. Até mais importante foi p vice na “Tour de Flandres” e na “Strade Bianche”. Continua melhorando.
Melhor contrarrelogista;

Essa é fácil. Tom Dumoulin(Sunweb) colocou todo mundo no bolso. Simples assim.
Melhor escalador;

Mikel Landa(ex Sky). Mais 1 ano sem sorte, mas tanto no Giro, quanto no Tour de France sobrou quando a estrada apontou para cima. 2018 promete no giro.
Melhor sub-23;

Gianni Moscon(Sky). Apesar das várias polêmicas seu desempenho foi nada menos que espetacular. 5o na “Paris-Roubaix”, campeão italiano de contrarrelógio, 3o no “Giro de Lombardia” e um dos mais importantes gregários do Froome na “Vuelta a Espanha”. Inclusive chegando em 13o na temida etapa, até pelos veteranos escaladores, do Alto de L’Angliru. Difícil saber no que vai se especializar…

Melhor equipe;

Sunweb. Equipe vem melhorando anualmente e se fortalecendo. Dumoulin, Kelderman, Mathews, Ooman só melhoram. Perderam o Barguil, mas contrataram Edward Theuns(ex-Trek). Tremendo talento.

Maior decepção;

Nairo Quintana(Movistar). Começou muito bem. Venceu “Tirreno-Adriatico” e “Cuminatat Valenciana”. 2o no Giro é sempre muito bom, mas certamente não vai tentar o “double”(Giro+Tour) tão cedo. Pelo menos tentando ganhar as 2. Ainda é o principal ciclista para as grandes voltas da Movistar, mas 2018 o “Tour de France” será decisivo para sua liderança na equipe.
Ciclista mais versátil;

Michal Kwiatkowski(Sky). Que ano! Ganhou sua 1a clássica monumento(“Milan-San Remo”) e ganhou novamente “Strade Bianche” num longo e corajoso ataque. 2o na “Amstel Gold” e 3o na “Liege-Baston-Liege”. Não bastasse isso sua ajuda para o Froome no “Tour de France” foi absolutamente incrível!
Ciclista que passou para o 1o escalão;

Primoz Roglic(Lotto-Jumbo). Já era realidade nos contrarrelógios que se confirmou com o 2o no mundial desse ano, mas ganhar etapa dificílima de montanha no seu 1o “Tour de France”, quase ganhar a camisa de bolinha(2o), assim como 2o no geral da “Tour of Romandie” abre um leque de possibilidades que nem ele deve saber até onde pode ir.

Maior promessa;

Egan Bernal(ex-Androni). Agora na Sky terá como desenvolver seu incrível potencial. Foi o maior responsável na vitória de sua equipe na Copa Itália, que garante a uma equipe italiana “pro tour”(como se fosse a 2a divisão) no “Giro d’Itália” no ano seguinte. Correu com os medalhões na Tirreno-Adriático, assim como nas clássicas do final de ano e foi muito bem. Ganhou o “Tour de l’Avenir” até com facilidade. Isso com 20 anos!? Correndo por fora está o David Gaudu(FDJ) já ambientado numa equipe World Tour(1a divisão). Esses 2 irão fazer duelos pelos próximos 10 anos, mas nas grandes voltas só daqui a uns 2 ou 3 anos.

Melhor desempenho:

Ainda estou na dúvida. Alberto Contador(Trek) encerrando sua ilustríssima carreira com uma vitória no Alto del Angliru(Vuelta) ou o ataque solo de 50km do Philippe Gilbert(Q-Step) no “Tour de Flandres”. 2 shows inesquecíveis..
Ciclista mais espetacular;

Peter Sagan(Bora). Sempre produz excelente entretenimento, mesmo quando não vai bem. Conseguiu o tricampeonato mundial em sequência num percurso não lá “ideal” para suas características. Por muito pouco não leva sua 1a “Milan-San Remo” e mais uma vez faltou sorte na “Paris-Roubaix” com 2 pneus furados no final.
Melhor volta de 3 semanas:

Giro d’Itália. O centésimo Giro foi caprichado. Teve excelentes ciclistas do 1o escalão, design a altura da importância do 100o e boas disputas. Vuelta foi muito boa e o Tour bem abaixo.

Melhor prova do ano

Tour de Flandres. Embora Dauphine, Amstel, Strade Bianche e Tirreno-Adriatico tenham sido excelentes.

Melhor design de prova;

5a etapa da “Tirreno-Adriatico”. Qualquer etapa ou prova onde Sagan e Quintana disputam a chegada tem que ter havido algo especial.
Momento mais peculiar;

Não da para não ser o Tom Dumoulin(Sunweb) parando para fazer um “#2” na beira da estrada vestindo a camisa rosa de líder.

Difícil deixar o Vicenzo Nibali(Bahrain), seus 2 pódios em grandes voltas e a vitória da clássica monumento “Giro de Lombardia” fora da lista. Assim como o começo do ano do Alejandro Valverde(Movistar), Richie Porte(BMC), mas foi assim que vi o excelente ano de 2017.



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