Domingo é dia de Liège-Bastogne-Liège! Esse ano diferente... - Solta o freio

Domingo é dia de Liège-Bastogne-Liège! Esse ano diferente…



Mais conhecida como La Doyenne(a mais antiga), finalmente alterou sua chegada. Desde 1992 chegava na sequência das empinadas ladeiras de Côte de Saint-Nicolas e a da chegada na cidade de Ans. Com isso, assim como na prova de 4a feira(La Fleche-Wallonne), 95% dos favoritos deixavam para atacar na última ladeira. Finalmente Jungels quebrou essa “regra” ano passado, mas sempre inibiu os favoritos a atacarem de longe tornando essa clássica monumento mais monótona(minha opinião).

Agora, com a saída dessas 2 ladeiras e a volta da tradicional “Côte de la Roche-aux-Faucons” a 15km da chegada voltamos ao percurso “raiz”.

Não quer dizer que teremos outro empate(!!) como em 1957, mas provavelmente fará a prova mais interessante e com diversas opções.

Com o mesmo percurso em 1991 o ataque vencedor veio a 70km(!!) da chegada na ladeira Haute-Levée(3,5km a 5,6%) e que continha Argentin, Criquielion, Bruyneel(ele mesmo), Sörensen, Lejarreta, Van Lancker, Roche, Alcala, Gaston, Konyshev, Indurain. Ou seja, os tops da epoca. Na La Redoute(2km a 8,9%), a 37km da chegada, Argentin, Sörensen, Criquielion e Indurain atacaram novamente, deixaram os outros e foram para o sprint. Argentin bateu o sprint…

Com a nova chegada a chance de escaladores que não tem tanto punch para deixar os outros e que fazem diferença numa ladeira maior ou num esforço mais demorado poderão atacar a 15km da chegada na R-a-F, ou mesmo antes como em 1991 e não contar com tantos gregários das equipes para persegui-los em fuga. Ou até o mais provável cenário de mais escaladores atacarem juntos para formarem uma fuga ainda mais forte contra os que conseguem escalar e tem punch.

Nessa linha de raciocínio imagino o Fuglsnag(muito forte no momento) e Nibali(agressivo) iniciando esse ataque de longe e outros se aproveitando desse ataque como Schachmann, Bardet, Kwiatkowski e os garotos Lembresht e Gaudu. Dessa maneira a poderosa Deceunick-Quick Step de Alaphilippe terá que acompanhar, mas com poucos gregários. Os que sobreviverem a um ataque dessa qualidade.

Eliminando a maioria do pelotão a prova fica até mais parecida com a que tivemos na Amstel domingo passado e a chegada um pouco mais distante. O suficiente para dar chances aos escalodores(Nibali, Fuglsang, Poels, Bardet) e não só aos puchers(Gilbert, Wellens, Kwia) e os que tem sprint e conseguem subir(Alaphilippe, Mathews, Ulissi). Claro que há alguns ciclistas entre parênteses que tem mais de 1 característica ,mas a idéia era ilustrar cada característica com algum ciclista fácil de reconhecer.

Com essa dinâmica a prova passa a não ser tão previsível, como Fleche-Wallone da 4a passada, e mais aberta como Amstel. Não tão bizarra como a última Amstel, mas em geral.

Uma vitória do Nibali seria algo sensacional e aumentaria seu palmares de clássicas “monumento”. Seriam 3(diferentes) das 5 possíveis. Dos ciclistas em atividade ficaria atrás somente do Gilbert, que só mes passado conseguiu aumentar para 4(diferentes). Isso seria tão sensacional, um ciclista vencedor de grandes voltas vencendo a 3a monumento, que não da para imaginar que ele não vá tentar.

Fuglsang tem sido muito forte e consistente o ano todo. Só falta o sprint para ter tido pelo menos 2 ou 3 vitórias em clássicas esse ano. Contra o Nibali, não teria tantos problemas e por isso vai estar grudado na roda dele rezando para o ataque de longe.

Deceunick tem sempre muitas opções, mas imagino que irá com Alaphillipe para esse ataque longo. Ele marcaria tranquilamente esse ataque, mas ficar 15km revezando não é lá muito sua praia e tira força do seu sprint. Gilbert seria mais indicado, mas não sei se hoje(!) conseguiria acompanhar um fortíssimo ataque na ladeira. Acho que o E. Mas teria melhores chances. Veremos.

Valverde vai ou não vai? Acho que não faz sentido insistir quando claramente não está com a forma de todos os anos. Melhor reagrupar e focar no Giro. Sem ele talvez Landa passe a ser o capitão. Será?? Ainda não confirmaram a equipe.

Bora tem o Schashmann em excelente fase e o Formolo que demonstrou ótima(!!) forma na 4a feira(F-W). Se eu ainda pudesse mudar meu “Velogames”(o joguinho como o Cartola do futebol) colocaria os 2 com certeza!! e talvez também o Konrand para pontuar no top 20.

Lambresht é o melhor escalador da Lotto e da Bélgica no momento, mesmo com apenas 22 anos. Fez no mínimo top 6 nas 3 clássicas de abril. Lotto-Soudal ainda tem o Wellens, mas não tem sprint comparado com Alaphilippe ou Kwia. Lotto terá que tentar de longe.

Sky sempre tem opções e a 1a será Kwiatkoski. Poels já ganhou essa prova e com a previsão de tempo frio e molhado ele cresce.

EF tem opções!! Quem diria que eu iria escrever isso alguma vez em 2019?? Clarke em grande fase, Betiol num ano sensacional e Woods o escalador. Até a hora dessa publicação não tinham confirmado a equipe.

Último ciclista a ganhar os monumentos Milano-Sanremo e Liège-Bastogne-Liège no mesmo ano foi E. Merckx em 1975. Alaphilippe tem 1 chance de ouro para igualar essa incrível estatística.

Claro, E. Merckx no mesmo ano ganhou  também a outra “monumento” entre essas 2 provas, Tour de Flandres, mas ele não conta…



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