O Tricolor tem muito a melhor ainda



*Texto escrito por Marcello Vieira, e publicado na versão impressa do Jornal LANCE! desta quinta, 17/7/14

Não foi o retorno de Campeonato Brasileiro que o torcedor do Fluminense imaginava. O time de Cristovão Borges, apesar do predomínio na posse de bola, mostrou incapacidade de furar o bloqueio do Criciúma e, com falhas defensivas, acabou sendo duramente golpeado. Ao menos, o esforço no fim para diminuir o marcador pode servir como motivação para a próxima rodada.

Nos treinamentos das últimas semanas, o Flu prometia ser um time ofensivo, envolvente e com muita movimentação. No Herberto Hülse, faltou justamente a movimentação necessária para confundir a zaga do Tigre. Além disso, se planeja ser uma equipe que se dispõe a buscar sempre o ataque, tendência que corre mais riscos do que o normal.

A nova dupla de zaga, formada por Henrique e Gum, esteve longe de funcionar. Principalmente por causa do estreante, que parecia perdido em alguns momentos e tinha dificuldades para acompanhar as jogadas. Entretanto, é claro que precisa e merece tempo para adaptação. Foi só o primeiro jogo no Brasil após nove temporadas atuando no futebol francês.

Já a outra novidade, Cícero teve a velha e conhecida excelência no jogo aéreo, mas também foi tímido e não apareceu tanto no ataque quanto se esperava. Também pode melhorar nos próximos jogos.

Com a derrota, o Fluminense deve deixar a zona de classificação para a Libertadores no complemento da rodada, nesta quinta. Independentemente do jogo de ontem, o trabalho é bom. Todavia, uma vitória contra o Santos, no próximo domingo, ganhou muito mais importância.



  • Altamiro

    A manutenção da posse de bola não é sinônimo de eficiência. Antigamente era conhecida como cera técnica e era usada para fazer o tempo passar quando o resultado era favorável.
    Uma das suas contra indicações mais letais é a perda de bola. Quando isso acontece o time nunca está postado favoravelmente para se defender.
    Outra consequência nefasta da chamada administração da posse de bola é permitir ao adversário se encastelar e diminuir os espaços nas proximidades da área. Qualquer chutão pode gerar um contra ataque perigoso se possuir atacantes velozes.
    A eficiência de times como o Barcelona que usam tal sistema é que eles alternam o ritmo cadenciado com jogadas individuais de altíssima qualidade. Para isso tem que ter jogadores fora de série como o Messi que é capaz de partir para cima da defesa e desmontar qualquer ferrolho. Outra maneira é ter alto aproveitamento em chutes de fora da área. E mais, para isso ser possível é necessário o tic-taca se dê nas proximidades da área adversária e não na zona de defesa como acontece no Fluminense.
    Outro inconveniente da obsessiva manutenção da posse de bola é lateralizar o jogo. Passar para o companheiro do lado ou atrás é sempre mais confortável e seguro do que tentar aprofundar o jogo. E essa opção raramente é praticada.
    Marcar pressão a saída de bola do adversário, sim! É a estratégia que deu certo quando da chegada do Cristóvão. Mas não pode ser o tempo todo que ninguém aguenta. Tem que alternar com momentos de toque de bola, mas não se pode abrir mão da velocidade e da surpresa.
    Wellinton Ném, jogador veloz pretendido pelo Fluminense não teria nenhum espaço para jogar se tivesse sido escalado no jogo de ontem contra o Criciuma.

  • Luiz Euclides dos Santos

    Irmão Tricolor,

    Sinceramente, não sei o que acontece com o nosso FLU. Tem o bom elenco, um bom treinador, paga bons salários e, no entanto, não apresenta um futebol consistente que possa levar ao 5.º título do brasileirão. Da maneira, como vem jogando sequer conseguirá vaga para à Libertadores.

    Não pense que sou um pessimista. Nada disso, aliás fui otimista com relação a Seleção Brasileira e deu no que deu. Então, temos que cair na realidade. Não adianta tapar o sol com a peneira, ou jogamos com competividade, ou não ganharemos nada. Ontem, em determinado período do jogo (início do segundo tempo), parecia mais a seleção jogando contra à Alemanha.

    O time que acertar a marcação de uma vez e nossos atacantes aproveitarem às poucas oportunidades para marcar os gols. Assim, só com a “BENÇÃO DE JOÃO DE DEUS”.

  • Cezar

    O que o Mrcello Vieira escreve é muito mais pra provocar um tumulto e repetir o que nós vimos do que opinar sobre melhoras do concorrente ao título. Eu me perguntei ontem se o Flu realmente treinou e qual era o objetivo que tinha, se é que tinha algum. Algumas peças não mudam ou mudam apenas em algumas partidas, não mantendo uma regularidade, como são os casos de Bruno, Carlinhos, Wagner, Sóbis e do Walter. Não temos reservas a altura para substituir algumas peças e necessidades para jogar contra um time pequeno, com transmissão na TV e na casa deles, como foi o Crisciuma de ontem. Os caras mergulhavam, corriam, se multiplicavam, recuperavam a bola sempre, ficavam com os rebotes, marcava e jogou como a Argentina com 200 atrás contra a Alemanha. O time do Fluminense não contou com Valencia e Diguinho, ótimos para um jogo como o de ontem. Fred de licença, nem tão cedo aparece e o Walter (substituto imediato) já tem 5 jogos que não marca, não sei se engordou mais um pouco. Se o Flu não se acertar e rápido, vai descer a ladeira cada vez mais e este acerto é simples, basta colocar o seguinte time em campo (e fazer substituições no decorrer das partidas): Cavalieri, Bruno (porque nao temos outro), Gum, Henrique, Carlinhos, Diguinho, Jean, Cícero, Conca, Nem, Fred e no decorrer dos jogos (sabendo que serão banco e pronto) entram se necessário: Valencia, Wagner, Sóbis, Walter. É preciso aprender que todo e qualquer time pequeno e jogando em casa (ainda mais com TV) vai jogar a vida contra um time grande (seja ele qual for), é simples, marcar saída de bola, fazer duas linhas de 8, recuar o possível, sair em contra ataque, jogar por uma bola. Mais simples ainda é treinar para encarar este tipo de jogo. Treinar, treinar, treinar muito, pois até alguns grandes irão jogar assim fora de casa. OFlu precisa terseu plano de jogo e um plano B para jogar fora. Além disso ainda temos que contar SEMPRE com erros da arbitragem como aconteceu quando um jogador tropeça em suas próprias pernas e o juíz CASEIRO, deu penalte e detalhe, nada vai acontecer com ele. Será que o Cristóvão não enxerga isso???

  • paulo sergio miranda

    o cristovâo está armando o time errado tem que colocar o cícero adiantado, colocar o diguinho e
    tirar o vagner ai sim o time vai render

  • geraldo lourenço

    Srs.

    Já havia manifestado a alguns amigos, a desconfiança sobre a qualidade do Henrique, e continuo descrente e rezando para que o nosso FLUSÃO contrate pelo menos um zagueiro de qualidade inquestionável.
    O que vimos na estreia em parte corrobora o meu julgamento, tá certo que devemos esperar um tempo de adaptação ( embora ache que quem joga bola realmente, joga em qualquer lugar), mas existem alguns detalhes que independe de adaptação ou o que queiram.
    Displicência, lentidão, falta de posicionamento, no entanto sobrou soberba, pose.
    Honestamente, não acredito que o Henrique vá resolver o problema de falta de qualificação da defesa do FLUSÃO, este é mais um botinudo posudo para nossa defesa.
    ZAGUEIRO JÁ.

  • Altamiro

    Enviar comentário e não ser publicado é muito sem graça.

  • valdir

    É rapaz…. quando vi o Henrique( cria do mulambo) jogar me pareceu o Bonde Euzébio(cruz credo). Mas vamos dar mais uma chance a ele senão temos de colocar o Marlon (joga o fino estará na Copa em 2018). Quanto ao Cícero nem se comenta é craque, vai deslanchar e será contra o Santos. Agora não adianta dominar só, tem de traduzir o domínio em gols senão…..

  • MURILLO miranda

    Meu Prezado Cristovão,
    Me desculpe mas tomar os dois últimos gols no jogo contra o CRICIUMA por desatenção é piada. Jogador que fica desatento durante um jogo so pode estar muito doente ou ser um banana e por isso de ser banido do time do FLUMINENSE.
    Se procedem dessa forma por falta de entrosamento é lamentável, principalmente quando o adversário é um time de menor recurso que o nosso e com folha de pagamento 30 por cento da nossa.
    O soprador de apito, é bem verdade que nos prejudicou no penalte e também quando acertamos, embora que tardiamente, visivelmente amarrou o FLUMINENSE com faltas idiotas, dando a impressão de que estava com medo de empatarmos o jogo.
    Qualquer que seja o caso nosso time tem que ter mais pegada, colocar=se melhor em campo, sempre tocar a bola para frente, errar muito menos oa passes, treinar exaustivamente cobrar escanteios e faltas etc. Via de regra todas essas cobranças, ou vão para a mão do goleiro ou são rebatidas pelos zagueiros, dando contra ataques. È burrice nas cobranças de faltas ficarem dois ou mais jogadores ao lado do cobrador que deve treinar à exaustão mandando para os cantos ou para a marca do penalte arriando para complementação de um companheiro vindo do lado, por exemplo, ESSA É UMA FORMA DE COBRANÇA mais eficiente quado, como nosso time não tem cobradores especialistas.

  • GUM GUERREIRO, 250 Jogos pelo Flu, o meu muito obrigado, vc não fica devendo nada a nenhum beque em atividade no futebol Brasileiro, sempre que acompanho os jogos vejo a disposição em que vc se atira nas jogadas. É raça, não tem bola perdida, é o tipo do beque que se impõe, e que fique mais alguns anos na nossa zaga e que se entrose com Henrique e conquiste o PENTA.
    Castilho Dom Fredom

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