Neymar e CR7 terão chuteiras para Copa do Mundo reveladas nesta quarta. Veja a evolução da linha usada por eles



A Nike vai revelar, nesta quarta-feira, as chuteiras que serão usadas por Neymar e Cristiano Ronaldo durante a Copa do Mundo. Para esquentar os lançamentos, o Blog Segunda Pele mostra as evoluções das chuteiras Mercurial ao longo do tempo. O modelo estreou nos pés de Ronaldo Fenômeno, na Copa da França, em 1998. Desde então, a linha recebeu diversas atualizações e hoje é referência e sinônimo de velocidade em campo – sendo utilizada por Neymar e CR7.

A ORIGEM

Em 1996, a Nike deu início a uma parceria com a equipe mais vitoriosa do mundo: a Seleção Brasileira. Surgia ali a missão de criar uma chuteira digna do calibre esportivo desse time. Ronaldo, então o jovem atacante do time, foi eleito como fonte de inspiração para a Mercurial

Para criar uma chuteira adequada ao estilo explosivo de Ronaldo, os designers da Nike olharam para a história da marca. Os primeiros conceitos partiam de uma sapatilha de atletismo desconstruída, misturada com a parte superior da chuteira Nike Tiempo. A combinação ilustrava o objetivo de reduzir ao máximo o peso da chuteira. Para enfrentar esse desafio, a equipe se afastou de tendências há tempos dominantes. Eles abandonaram o couro de canguru e decidiram usar um substituto sintético para o material, o KNG-100.

A segunda grande revolução foi uma redução na espessura da placa, que deixou de ter o padrão de 3 milímetros e passou a ter apenas 1,75 milímetros. Essa novidade marcaria uma guinada na história.

– Naquela época, tudo parecia assustador. O visual, os materiais usados… As pessoas não sabiam o que pensar. Foi um momento sensacional na história do esporte – lembra Luca Bolpagni, do Centro de Criação de Produtos da Nike, em Montebelluna, na Itália.

A estreia da Mercurial ocorreu em 16 de junho de 1998, na segunda rodada da fase de grupos da Copa, contra Marrocos. Ronaldo abriu o placar naquele jogo, vencido pela Seleção Brasileira por 3 a 0.

AS CHUTEIRAS

MOMENTOS ETERNIZADOS

1. Ronaldo marcou o primeiro gol da história a bordo de uma chuteira Mercurial – mais precisamente, na cidade de Nantes, em 16 de junho, quando encontrou uma brecha na defesa da seleção marroquina, fez um meio-voleio e mandou um petardo para dentro da rede. O gol abriu um placar que terminaria em 3 x 0. Em 2006, Ronaldo firmou de vez seu posto na história ao estabelecer o que, na época, era o recorde de gols na competição mundial: marcou 15 vezes.

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2. No dia 15 de abril de 2009, jogando pelo Manchester United, o atacante português Cristiano Ronaldo deixou estarrecida a defesa do Porto. Aos seis minutos de jogo, em apenas dois toques, ele encheu o pé pouco depois da linha do meio-campo e fez a bola balançar a rede como se fosse uma bala de canhão. O golaço garantiu a vitória na partida – por 1 a 0 – e deu a CR7 o primeiro Prêmio Puskás para o gol mais bonito daquele ano.

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3. Em 2011, a Mercurial esteve mais uma vez em um golaço marcante. Desta vez o Prêmio Puskás da Fifa foi para uma jovem estrela ascendente: Neymar. No dia 27 daquele ano, numa partida entre Santos e Flamengo – do astro Ronaldinho (num dos jogos mais eletrizantes da história do Brasileirão), o ainda adolescente Neymar recebeu a bola na lateral e dançou com a bola. Ele deixou seis zagueiros tontos, passou para Borges e logo a recebeu de volta, avançou para o meio-campo e chegou à pequena área, driblando mais dois zagueiros e tocando por cima do goleiro.

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4. Carli Lloyd e suas Mercurials fizeram história em 2015. Em 5 de julho daquele ano, a meio-campista e a equipe dos Estados Unidos enfrentaram o Japão na final da Copa do Mundo, em Vancouver, numa reedição da final do torneio anterior (que havia sido vencida pelo Japão na cobrança de pênaltis). Desta vez, porém, Carli decidiu a partida num intervalo de apenas 16 minutos, em que marcou três gols – o último deles resultado de um chute do meio-campo que pegou a goleira japonesa desprevenida. No fim, os Estados Unidos levaram a melhor por 5 a 2 e comemoraram o título.



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