Por um 2015 melhor para vivos e mortos



Noé era um vascaíno daqueles fervorosos, que fez um filho e duas filhas também vascaínos. Noé morreu no início dos anos 1990 e, de algum lugar, assistiu aos dribles de Dener, os gols de Edmundo, de Romário, as defesas de Carlos Germano, os títulos brasileiros, da Libertadores e da Copa do Brasil. Mas, certamente, Noé não quis ver os jogos do Vasco em 2014. Aliás, se alguém, mesmo que torça para outros times, queria se divertir vendo uma partida de futebol esse ano, certamente não foi com os jogos deste time que conseguiu.

Das virtudes exigidas para o que se convencionou chamar de “time”, o Vasco apresentou apenas organização tática. Organizado, o time foi o ano todo. Mas a força defensiva apresentada no primeiro semestre diminuiu no segundo, com aquele inesquecível 5 a 0 não deixando mentir. O ataque não foi envolvente nunca. Sabe-se lá se por falta de melhores finalizadores, melhores armadores, ou por uma sequência com uma equipe ideal. Equipe ideal esta que também nunca foi encontrada.

O Vasco simplesmente não jogou um futebol que convencesse sua torcida a apoiá-lo na Série B. Até por isso, o artilheiro, Douglas, fez praticamente todos os gols dele de bola parada. Ontem, apenas um reflexo fiel da falta de qualidade apresentada. O time pressionou no início, mas saiu atrás do placar. E se a pressão já havia diminuído, depois, pouco se viu. No segundo tempo, piorou.

Por todo esse sofrimento, e na Segunda Divisão, é preciso que seja feita uma grande reformulação para o ano que vem. É um desafio melhorar o elenco com menos verba, mas é preciso. Sem algo em torno de 11 atletas – sim, um time inteiro –, a expectativa é a de que Noé, esteja onde estiver, e, principalmente, todos os que torcem pelo Vasco em vida, continuem sofrendo em 2015.



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