Vasco, enfim, dá as caras e joga com espírito de Série B



Nada brilhante. Nada com o que ainda sonha a torcida. Mas, enfim, o Vasco mostrou o  cartão de visita na Série B do Brasileiro e foi merecida a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético-GO, ontem, em São Januário. Aliás, venceu com um pé nas costas. Tudo bem que não teve aquele jogador que possamos dizer que “jogou muito”. Não, não mesmo! Ah, Marlon fez dois gols, é verdade. Só que nem por isso foi o craque do jogo. Temos que dar a mão à palmatória ao técnico Adilson Batista.

Vamos aos fatos. Foi corajoso e botou em campo os garotos Yago e Marquinhos do Sul nas vagas dos inoperantes Montoya e Reginaldo, que apenas esquentaram o banco ontem. Melhor assim.

Mesmo que ainda sem acreditar na titularidade e, às vezes, perdidos em campo, os jovens jogadores deram outra cara ao time no primeiro tempo. Lógico, a atuação foi facilitada pelo gol de Douglas (em perfeita cobrança de falta) aos três minutos.

Yago e Marquinhos do Sul continuaram dando trabalho. O defeito estava na finalização, fosse deles ou de Thalles. Isso, sim, o Vasco precisa  ajeitar urgentemente. E, com certeza, Adilson Batista observou não só neste jogo como nos outros também.

No segundo tempo, quando o Atlético-GO partiu para o ataque, Adilson teve ótima visão de jogo e tirou Marquinhos do Sul para a entrada de Aranda, passando o esquema tático para três volantes.  Assim, fechou o meio e segurou o ímpeto do adversário. Deu tão certo que o Vasco logo meteu o segundo gol após o próprio Aranda deixar Marlon cara a cara com o goleiro Márcio. E olha que antes o volante já tinha mandado uma bola no travessão.

O terceiro gol era questão de tempo, haja vista o total domínio do Cruz-Maltino. E vejam que coisa: a vitória foi selada depois de um chute na trave do perseguido Fellipe Bastos e a bola sobrando para Marlon, que até horas antes da partida era certo que ficaria no banco. Que esse cartão de visita vire uma rotina na Segundona, e com status de Primeira.



  • Matheus Brito

    Esse trio Sub 20 tem muito futuro. Dois velocistas dribladores e um artilheiro. Mas é impressionante como os jogadores da Base não chegam prontos ao profissional na parte técnica. Juro que não entendo como esses garotos treinam desde os 08 ou 09 anos e chegam aos profissionais precisando corrigir defeitos graves que deveriam ser virtudes, como finalização. No mais, gostei da ousadia, mesmo que tardia, do Adilson.

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