O novo fica velho e Maurício Barbieri perde forças no Flamengo - Resenha da Bola

O novo fica velho e Maurício Barbieri perde forças no Flamengo



O início arrasador de Maurício Barbieri no comando do Flamengo encheu os olhos da torcida, dos jogadores e da diretoria rubro-negra que enxergou no jovem, com ideias novas, o treinador excelente para conduzir o Fla para um grande título na temporada atual. Isso tudo, até junho, quando o Brasileiro e o futebol do país parou para a Copa do Mundo. Foram mais de vinte dias de treinamentos. Ideias colocadas em prática e muita empolgação que o Flamengo voltaria mais forte do que nunca.

Porém, apenas dois meses depois do retorno, todo o entusiasmo acabou nos corredores da Gávea. A ideia de ver o treinador forte no cargo, de deixar um legado no futebol para quem assumir o clube no fim do ano, nas eleições presidenciais, já foram por água abaixo. As implantações iniciais de Maurício Barbieri não são mais assimiladas pelos jogadores. A falta de inovação transformou o novo Flamengo no velho, antigo, conhecido e extremamente irritante aos olhos da torcida.

A temporada não acabou. As chances de títulos ainda existem no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. Mas o desânimo é geral. Da diretoria a jogadores. Não existe boicote ao treinador vindo do elenco. Pelo contrário. A equipe segue focada e acreditando no trabalho. Porém, a falta de novas ideias, transformou o Flamengo – um dos elencos mais caros do Brasil – em um time comum. Mesmo perto dos líderes, o Rubro-Negro parece ter se tornado uma equipe de meio de tabela. E acomodada com isso.

A diretoria sabe que a lua-de-mel com Barbieri poderia acabar rapidamente em qualquer deslize. E isso aconteceu.  Por ser novo no mercado, a paciência sempre foi menor. Mas os comandantes do Flamengo sabem que não podem trocar o comando. Não por agora. Todas as fichas estão jogadas na Copa do Brasil, onde o Fla terá a missão de eliminar o Corinthians, em São Paulo, cidade em que o retrospecto atual da equipe nos últimos anos é pouco animador.

De qualquer maneira, não só o medo de fechar a temporada sem conquistas, passa também pela falta de opção no mercado para assumir a equipe. O único que faria o perfil era Jair Ventura, mas este já virou rival do Fla, ao assumir o Corinthians. Roger Machado e Abel Braga dificilmente aceitariam esse desafio. Além da conquista da Copa do Brasil, a gestão Bandeira de Mello almeja esse título por outro motivo também: o prêmio recorde de R$ 50 milhões ao vencedor. Sendo assim, ele deixaria o clube “rico” e com um grande título. Mas a confiança no atual treinador já não é mais a mesma e o temor aumenta na Gávea.

Tanto a situação quanto a oposição que concorrem ao pleito no Flamengo em dezembro já decidiram: vão apostar todas as fichas em Renato Gaúcho para 2019. Será a forma de começar em paz com a maior torcida do Brasil. Ainda mais se o cenário acabar como está se desenhando: o Fla sem grandes conquistas em 2019, com um treinador que foi rapidamente de solução inovadora para mais um fracasso. Nesse caminho, os dias de Maurício Barbieri estão contados.



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