Mesmo sem confiança total, Flamengo dá último suspiro apostando em Dorival Júnior - Resenha da Bola

Mesmo sem confiança total, Flamengo dá último suspiro apostando em Dorival Júnior



De maneira alguma, Dorival Júnior era o nome preferido da diretoria do Flamengo. Na verdade, nem estava tanto nos planos do clube, ainda mais na gestão Eduardo Bandeira de Mello, o retorno do treinador para a Gávea. Vale lembrar que ele foi o primeiro técnico da Era EBM. O primeiro a ser demitido, já que era herança ainda do mandato Patrícia Amorim. Processou na justiça o clube, fez acordo recentemente e retornou para o Fla. Motivo? É a chance do último suspiro. Último suspiro do treinador. O último do Fla em 2018.

A temporada foi por água abaixo após a Copa do Mundo. O que parecia – em especial para sua torcida e diretoria – um ano que poderia ser memorável, se tornou em vexame. A tendência é ficar a temporada a ver navios. Ao menos que Dorival Júnior se reinvente. A diretoria do Flamengo não quer apostar no trabalho. Deu um tiro no escuro. Espera que possa dar em algo, mesmo sabendo que os últimos trabalhos do treinador foram muito ruins. Inclusive, tirando sua época áurea no Santos, Dorival deve um pouco ao futebol brasileiro. Inclusive pelo nome que é sempre especulado nos gigantes do país.

Para ele, uma chance de ouro de ser campeão brasileiro, com apenas 12 rodadas a frente do Flamengo. Se não for, será livrado de culpa. Afinal, se o estrelado elenco não reagiu com Maurício Barbieri, que tinha a confiança de todos, porque reagiria com um novo treinador?

Vanderlei Luxemburgo chegou a ser comentado, mas descartado na hora pela cúpula de futebol. Trazer Luxa foi considerado um retrocesso. Além disso, o temor de algo pior com o comandante foi o que fez Bandeira e seus aliados sequer pensarem em fazer um convite. Abel Braga, como de praxe, foi procurado. As conversas sequer iniciaram. O treinador não vai assumir de forma alguma uma equipe faltando 12 rodadas para o fim do Brasileiro e dois meses para o fim do mandato de Bandeira de Mello. No Fluminense, onde considera sua casa, quebrou o contrato e pediu desligamento, algo extremamente incomum na sua carreira. Assumir o Rubro-Negro seria mais incomum ainda.

Ainda tem quem diga no clube que Maurício Barbieri deveria ter saído antes do comando. Antes que dizem, pelo menos um mês atrás. Isto porque, Jair Ventura, estava sem clube. Era um dos nomes mais aclamados pelo Conselho Diretor. Assumiu o Corinthians. Ironia do destino, eliminou o Fla da Copa do Brasil e foi “causador” do fim da linha de Barbieri.

O sonho segue sendo Renato Gaúcho. A chapa que vencer o pleito ao final do ano vai apostar no treinador do Grêmio, que terá o contrato encerrado em dezembro. Ele já declarou que quer o Fla, inclusive. Para Dorival se manter, é preciso ser campeão brasileiro. A esperança é muito pequena nos corredores da Gávea. Desta maneira, a ideia é ter Renato em 2019. Para isso, também é preciso torcer contra o Tricolor gaúcho, na Libertadores e no Brasileiro. Porque se ele vencer mais uma vez, dificilmente virá para o Flamengo. E o clube entrará perdido em seu comando técnico, em mais um ano que vai começar.



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