A justificativa de Jô ficou pior do que o lance bizarro no gol do Corinthians - Resenha da Bola

A justificativa de Jô ficou pior do que o lance bizarro no gol do Corinthians



Jô não deveria ter dado as declarações que deu após a partida. Ele sabe, a bola bateu em seu braço

Prefiro não acreditar muito nessa história de má fé de árbitro (sem contar casos comprovados), que o Corinthians é sempre beneficiado, enfim. Acredito que o ser humano é passível de erro, e o árbitro da partida de domingo, entre Timão e Vasco, o senhor Elmo Alves Resende Cunha e o árbitro adicional, Eduardo Valadão, não tiveram maldade no lance. Não viram, o que é inacreditável, já que estão ali para isso, mas não vejo maldade.

Assim, como beira o absurdo também essa cobrança desenfreada em cima de ‘pseudo-honestidade’ do Jô. A cobrança em cima dele, que deveria assumir que foi mão, é ridícula. O jogador joga, o árbitro apita. Logo, ele não deveria se acusar, quem comanda a partida não poderia errar. Essa deveria ser, inclusive, a justificativa do atacante corintiano.

Sim, ficou de muito mau-gosto, ao final da partida, ele afirmar ‘que não sentiu que a bola bateu no braço e se sentisse, falaria’. Isso não existe, Jô. E até agora não consegui entender o que você quis passar para torcida ou telespectador com essa resposta. É óbvio que você não se acusaria, e acho que não deve mesmo. Essa ética que querem criar no futebol é improvável e impossível.

Acredito que o Jô não teve maldade. Tentou cabecear, não conseguiu e colocou a mão. Saiu para o abraço, se o juiz anulasse, sabe que não poderia reclamar. O que não pode é justificar que não sentiu o toque e que se acusaria. Acho que ele está subestimando a inteligências de todos.

Deveria ter ficado quieto. Apenas comentado que é jogador e comemorou o gol. Não cabia ao Jô essa briga. Na cabia a ele se acusar. E sim de quem apita a partida.

Comparar com o caso Rodrigo Caio também não tem nexo algum. O que o zagueiro são-paulino fez não é normal e dificilmente vai se repetir. Logicamente, que todo o mundo sonharia que fosse assim. Um mundo de honestidade, seja no futebol, seja na vida. Infelizmente não é assim. Crucificar o Jô é covardia, porém ele fez por merecer. Uma das declarações mais infelizes dos últimos tempos. E logo ele, que vive um momento incrível na carreira, artilheiro do Brasileiro.

Errou feio ao abrir a boca dessa forma. Mas também ser considerado o vilão de tudo não é justo. Mas aumentou a ira de muita gente quando tentou se defender, se acusando. Vida que segue. Esse erro não apaga o que tem jogado e nem a grande campanha do Timão até aqui!

Parafraseando Romário, “se o Jô tivesse ficado calado, seria um poeta.”



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